Marta diz não comentar saída de marqueteiro de Alckmin

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, evitou comentar hoje a saída do publicitário Lucas Pacheco da campanha do adversário Geraldo Alckmin (PSDB). "Eu não estou preocupada com o que está acontecendo lá. Esse problema eles que têm de viver e decidir", disse a petista, durante lançamento do livro Minha vida de prefeita - o que São Paulo me ensinou, em livraria do Conjunto Nacional, na região central da cidade. "Estou preocupada em poder levar para o maior número de pessoas o que foi nossa gestão, o que é nossa proposta e o que posso fazer pela cidade."A petista aproveitou para criticar a gestão do adversário e atual prefeito, Gilberto Kassab, da coligação "São Paulo no Rumo Certo" (DEM-PR-PMDB-PRP-PV-PSC). "Tenho certeza de que se as pessoas conseguirem entender o salto que podemos dar nesta cidade e o que nós perdemos nestes quatro anos vão votar em mim." Marta e Kassab têm polarizado discussões de campanha nos últimos dias, deixando o candidato da "São Paulo, na Melhor Direção" (PSDB-PTB-PHS-PSL-PSDC), Geraldo Alckmin, em segundo plano.Marta negou que tenha escrito o livro como "peça de campanha", mas reconheceu que "foi pensando na campanha". "Não na minha necessariamente", afirmou. Ela disse que começou a escrever o livro após perder a reeleição em 2004 para a Prefeitura paulistana. Entretanto, a candidata da coligação "Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT-PCdoB-PDT-PTN-PRB-PSB) afirmou que "não conseguia escrever". "Estava muito abalada e só chorava quando começava a escrever e lembrar o que ia deixar de ser feito."Segundo ela, em outubro do ano passado, lembrou da proximidade da eleição e pensou: "Vai ter eleição, nós vamos ter um candidato, eu tenho de colocar tudo para o candidato poder saber". Ela afirmou que, naquele momento, ainda não tinha decidido entrar na disputa. Marta contou que chegou a conversar com seu editor para fazer o livro depois da eleição, mas ele lhe disse que a obra deveria então abordar a campanha e ser lançado em novembro. "Não quero escrever depois. Se ganhar quero mergulhar na cidade. Se perder, não quero pensar nisso", disse.Para Marta, a questão principal da capital paulista é o transporte e a "crise do trânsito". Ela afirmou que a situação mais difícil que viveu em sua gestão na Prefeitura foi a greve no transporte. Segundo ela, ao batalhar pelo Bilhete Único, aceitou a greve e não cedeu a ameaças. "Isso foi muito duro, a cidade parou."

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