Marta deve buscar voto de eleitor do PSDB, diz Mercadante

Para senador, perfil desse eleitor que deverá migrar para Marta é o da classe média 'moderna e democrática'

GUSTAVO PORTO, Agencia Estado

29 de setembro de 2008 | 18h46

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) afirmou nesta segunda-feira, 29,  que o prefeito de São Paulo e candidato à reeleição,  Gilberto Kassab(DEM), "está recompondo a direita" e que o ex-governador e seu adversário,  Geraldo Alckmin (PSDB) "está sangrando e tenta recompor o PSDB original, do Mário Covas, do (Franco) Montoro, da luta contra ditadura e pela democracia". Na opinião do senador, o PT deve buscar o voto dos eleitores de Alckmin que não votarão em Kassab, caso o segundo turno seja entre o atual prefeito e a ex-prefeita Marta Suplicy (PT).   Veja também: Contra Marta, PSDB admite apoiar Kassab no 2º turno     Alckmin e Kassab polarizam debate por 2º turno com Marta Blog: Leia os principais pontos do debate na Rede Record  Galeria de fotos dos candidatos no debate  Ibope: Confira os números da pesquisa  Análise: Marqueteiro aponta polarização na reta final da disputa em São Paulo  Enquete: Quem ganha com a briga dos dois?  Perfil dos candidatos de SP  "O Kassab veio da Arena, do PFL, estava com o (ex-prefeito Celso) Pitta, está com o (ex-governador Orestes) Quércia e vai estar com o Paulo Maluf", disse Mercadante sobre o candidato da coligação "São Paulo no Rumo Certo" (DEM-PR-PMDB-PRP-PV-PSC). "Isso aprofunda a divergência política e o PT deve buscar os votos dos eleitores tucanos descontentes", afirmou.Para o senador, o perfil desse eleitor de Alckmin que deverá migrar para Marta - coligação "Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT-PCdoB-PDT-PTN-PRB-PSB) - no segundo turno é o da classe média "moderna, democrática e contemporânea" que se divide a cada eleição entre o PSDB e o PT. Nem mesmo a corrida da direção nacional do PSDB para definir rapidamente o apoio do partido a Kassab no segundo turno, como indicou hoje reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, deve mudar o quadro. "Essas coisas não são de cima para baixo, são milhares de militantes e de famílias que irão votar no Alckmin e que poderão vir com o voto para a Marta."Mercadante admitiu que uma maior aceitação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no atual segundo mandato entre a classe média pode facilitar a conquista dessa parcela dos eleitores. "No primeiro governo, Lula melhorou muito a vida do povo, mas teve poucos resultados para a classe média. Hoje há uma mudança de qualidade muito grande, com aumento na venda de automóveis, com a casa própria, emprego e renda", afirmou.Apoio a MartaO senador disse ainda ser possível até que algumas lideranças políticas ligadas ao candidato tucano declarem apoio à Marta se Alckmin - "São Paulo, na Melhor Direção" (PSDB-PTB-PHS-PSL-PSDC) - não chegar ao segundo turno. "Tem ''alckmistas'' dizendo, nos bastidores, que não tem acordo com o Kassab e que vão trabalhar pela Marta", disse. "Algumas lideranças políticas virão conosco", insistiu Mercadante, que preferiu não citar nomes dos prováveis apoiadores.

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