Marta destaca no rádio liderança em última pesquisa eleitoral

Segundo o Datafolha, ex-ministra lidera com 41% das intenções; Alckmin fala da saúde e critica atual gestão

Bianca Pinto Lima, do estadao.com.br,

25 de agosto de 2008 | 13h12

A candidata à Prefeitura de São Paulo Marta Suplicy (PT) ressaltou no rádio nesta segunda sua liderança na pesquisa de intenção de votos do Datafolha, divulgada no último sábado. A ex-ministra, que aparece em primeiro lugar com 41% da preferência dos entrevistados, destacou o aumento de sua vantagem, agora de 17 pontos, sobre o segundo colocado Geraldo Alckmin (PSDB), que aparece com 24%. "Marta tem mais votos que Alckmin e kassab juntos", afirma o apresentador do programa. O atual prefeito, candidato do DEM, está na terceira posição, com 14%.   Veja também: No rádio, Kassab questiona a relação de Alckmin e Serra Você vai acompanhar o horário eleitoral para definir seu candidato ?  Veja a íntegra da última pesquisa  Multimídia: Perfil dos candidatos  Guia tira dúvidas do eleitor    Com o objetivo de conquistar os votos da classe média, Marta se comprometeu a diminuir a burocracia e os impostos e a criar uma linha de crédito para microempresas. Assim como já havia feito no programa desta manhã, a ex-prefeita voltou a colar sua imagem na do presidente Lula e criticou a atual gestão, com ataques principalmente à área da saúde.   Alckmin também focou seu programa na saúde, mas desta vez com destaque para as crianças. O ex-governador relatou o caso de três paulistanas que "sofrem na hora de buscar atendimento médico para os filhos", em um claro ataque ao atual governo. O tucano ressaltou que faltam prontos-socorros e que a cada ano que passa a situação piora. Como solução, citou novamente o projeto SIM (Saúde Integrada Municipal), que promete integrar todos os serviços da área.   Já o atual prefeito repetiu as propostas do programa da manhã e falou sobre suas realizações na área da educação. Kassab também colocou em dúvida a relação de Alckmin com o atual governador José Serra. "O Geraldo também não ajudou a acabar com as escolas de lata. Mas o prefeito e o governador hoje se entendem, antes não se entendiam", disse o apresentador.   Paulo Maluf (PP), por sua vez, voltou a ressaltar as obras que realizou na cidade. O candidato afirmou que, com menos verba que seus sucessores, conseguiu fazer muito mais obras. Além disso, voltou a citar o Plano de Atendimento à Saúde (PAS), marca de sua gestão quando prefeito da cidade.   Ciro Moura (PTC) falou sobre moradia e prometeu destinar mais recursos à Cohab e construir casas populares em parceria com a iniciativa privada. Sonia Francine (PPS) também falou sobre habitação e defendeu a criação de uma carta de crédito à população de baixa renda que mora em condições precárias. Renato Reichmann (PMN) afirmou que com o orçamento de R$ 25 bilhões da cidade de São Paulo poderá contratar 12 mil professores e 1.400 médicos. Ivan Valente (PSOL) afirmou que não aceitará dinheiro de bancos e empreiteiras. Já Edmilson Costa (PCB)ressaltou que não faz parte da política tradicional, já que é a primeira vez que disputa um cargo eletivo. Levy Fidelix (PRTB) insistiu na construção do Aerotrem e de anéis viários. E Anaí Caproni (PCO) atacou mais uma vez os "capitalistas", que defendem os interesses dos bancos.   Horário eleitoral   A propaganda eleitoral termina dia 2 de outubro. No rádio é transmitida das 7 horas às 7h30 e das 12h às 12h30. Na TV é veiculada das 13h às 13h30 e das 20h30 às 21h. Kassab terá o maior tempo com 8 minutos e 44 segundos, seguido por Marta com 6 minutos e 40 segundos e Alckmin, 4 minutos e 27 segundos.   Já o candidato Paulo Maluf (PP) terá 2 minutos e 30 segundos de programa; Soninha Francine (PPS) terá 1 minuto e 46 segundos; Ciro Moura (PTC), 1 minuto e 3 segundos; Ivan Valente (PSOL), 1 minuto e 2 segundos; Levy Fidelix (PRTB), 54 segundos; Edmilson Costa (PCB), 54 segundos; Anaí Caproni (PCO), 54 segundos e 55 centésimos; e Renato Reichmann (PMN), 1 minuto e 1 segundo.   Anaí teve seu registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas ela está recorrendo da decisão junto ao tribunal e terá tempo na TV e no rádio. var keywords = "";  

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