Marta chama Kassab de 'papagaio' e Alckmin adota versão light

No rádio, petista afirma que prefeito copia suas propostas; já tucano ressalta pontos altos dos adversários

Bianca Pinto Lima, do estadao.com.br,

24 de setembro de 2008 | 08h43

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, aproveitou o horário eleitoral do rádio desta quarta-feira, 24, para criticar o adversário Gilberto Kassab (DEM), chamando-o de "papagaio", já que copiaria as suas propostas. "Kassab não é tucano, mas é papagaio", ironizou o locutor. A implantação de cursos técnicos nos CEUs e a isenção do Imposto Sobre Serviços (ISS), segundo a petista, são projetos seus que foram imitados pelo prefeito e candidato à reeleição. "Até proposta do Ivan Valente ele anda copiando", afirmou o apresentador, referindo-se à tarifa zero de ônibus, citada por Kassab durante debate essa semana.   Veja também: Veja a cronologia da briga entre Alckmin e Kassab Alckmin ignora Serra e mantém ataques contra Kassab Especial: Perfil dos candidatos  Blog: propostas dos candidatos de São Paulo na sabatina do 'Grupo Estado' Marta tem 37%; Alckmin e Kassab estão empatados, diz pesquisa Ibope: Veja números das últimas pesquisas    Marta também utilizou o programa para rebater as críticas à sua promessa de implantar internet gratuita em toda a cidade. "Falavam contra o Bilhete Único e nós fizemos. Falavam contra o CEU e nós fizemos", ressaltou a ex-prefeita. Segundo ela, o custo do projeto será de R$ 64 milhões em quatro anos, "podendo ser financiado pelo governo federal".   Geraldo Alckmin (PSDB) manteve o ataque aos principais adversários, porém de forma mais light. "A Marta fez os CEUs, e isso foi bom. Mas ela deixou a saúde de lado. Kassab também tem pontos positivos, como o Cidade Limpa, mas ele ficou devendo muito na questão da educação e da saúde", afirmou Alckmin no horário eleitoral. Segundo o tucano, bom prefeito é aquele que deixa a "vaidade de lado" e da continuidade às coisas que deram certo em outras administrações, e corrige o que não funciona direito.   O tucano também aproveitou para colar sua imagem na do ex-governador Mário Covas. "Meu jeito de governar é diferente e aprendi com o saudoso e querido Mário Covas, em quem sempre me espelhei", disse o tucano. Na semana passada, o governador José Serra (PSDB) - um dos seus principais aliados na campanha - reagiu duramente às acusações de Alckmin a Kassab e manifestou uma reprimenda ao companheiro de partido. "Gilberto Kassab foi um vice-prefeito leal e solidário", afirmou Serra, numa reprovação implícita às críticas desfechadas por Alckmin.   Já Kassab manteve as críticas à petista Marta Suplicy e continuou ignorando Alckmin. Em sabatina do jornal Folha de S. Paulo, na última terça-feira, Alckmin chamou o prefeito de "dissimulado" e o acusou de cooptar tucanos para sua campanha. Kassab atribuiu os ataques ao nervosismo do tucano por causa da queda nas pesquisas. No horário do rádio, o candidato do DEM disse que o programa de internet grátis da Marta é inviável devido ao custo e voltou a prometer que não elevará o preço da tarifa de ônibus em 2009.   Ciro Moura, do PTC, também fez duras críticas ao projeto de internet grátis da Marta, que "levaria no mínimo oito anos para ser implantado". Paulo Maluf, do PP, pediu votos para ir ao 2º turno, quando acredita que terá mais tempo para "provar que fez mais". Soninha Francine, do PPS, defendeu o fomento da cultura na periferia. Ivan Valente, do PSOL, afirmou que lutará contra a privatização da saúde.   Renato Reichmann, do PMN, defendeu a meia passagem do ônibus durante todo o ano para os estudantes. Levy Fidelix, do PRTB, insistiu na construção do aerotrem. Edmilson Costa, do PCB, defendeu a luta pelo socialismo no Brasil. Anaí Caproni, do PCO, pediu a "devolução de toda a propriedade pública entregue a particulares e o fim dos subsídios às empresas que tomaram conta da saúde".

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