Marta aparece como 'mãe dos pobres' e tem apoio de Lula na TV

Alckmin tenta colar imagem em Covas e Serra na estréia do programa; Kassab ataca 'caos' deixado por petista

Elizabeth Lopes, da Agência Estado,

20 de agosto de 2008 | 14h23

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi uma das principais estrelas do primeiro programa do horário eleitoral gratuito da candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, nesta quarta-feira, 20. "Tenho certeza que a volta de Marta para a Prefeitura é a melhor coisa que pode acontecer para São Paulo neste momento. Ela está ainda mais preparada. Temos plena afinidade e juntos podemos fazer muitas coisas pelos paulistanos, ainda mais para os mais pobres", disse, sorrindo, o presidente.  Veja também:Alckmin 'paz e amor' diz que política se faz 'com coração'Candidatos a prefeito dominam programa de vereadores em SP  estadao.com.br terá fichas de candidatos a vereador  Você vai acompanhar o horário eleitoral para definir seu candidato ?  Veja a íntegra da última pesquisa  Multimídia: Perfil dos candidatos  Guia tira dúvidas do eleitor   O programa de Marta, líder nas pesquisas de intenção de voto, aproveitou o bordão "deixa o homem trabalhar" usado na reeleição do presidente Lula, em 2006, para dizer "deixa ela trabalhar". Marta disse que está hoje mais preparada e conta com importantes apoios políticos para governar a cidade. "Vou apoiar a inclusão social e a nova classe média", disse ela. No final do programa, ela foi apresentada como uma espécie de "mãe dos pobres", pois "nasceu rica e escolheu ficar ao lado dos pobres". Já o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, trouxe um depoimento curto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, desejando-lhe boa sorte e fez uma chamada para o programa desta noite, que vai ao ar a partir das 20h30, dizendo que este será o de estréia. O programa da noite do tucano deverá trazer o tão aguardado depoimento do governador de São Paulo, José Serra. Nessas eleições da Capital, Lula e Serra são os dois padrinhos mais disputados pelos candidatos. Alckmin mostrou também, no programa de abertura, imagens de Mário Covas, dizendo que em 2002 foi eleito governador para continuar as obra de Covas e em 2006 Serra assumiu o executivo paulista para continuar as suas obras. O prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), também tentou colar seu programa na imagem de Serra. Com o maior horário do horário eleitoral gratuito (8m44s), o programa mostrou, pelo menos quatro vezes, cenas de inaugurações na cidade com a presença de Serra e Kassab, dizendo que os dois, ao assumirem a Prefeitura, ajudaram a tirar a cidade do caos deixado pela antecessora, a petista Marta Suplicy. O programa do atual prefeito também fez uma ironia ao bordão utilizado por Marta, dizendo que é melhor o eleitor avaliar se "pára tudo para começar do zero, ou deixa o prefeito continuar a trabalhar". O horário eleitoral gratuito na TV, que começou hoje às 13 horas, foi aberto pelo candidato do PTC, Ciro Moura. Ele utilizou o famoso bordão "o tostão contra o milhão" e frisou: "Não sou melhor, nem pior que ninguém." A candidata do PPS, Soninha Francine, utilizou o reduzido tempo para dizer que há outras maneiras de se fazer campanha política, inclusive no horário eleitoral. "Quem disse que não tem outro jeito?", questionou a candidata, dizendo que como repórter, vereadora, ciclista, pedestre e passageira de ônibus quer uma cidade mais feliz e com menos distância entre ricos e pobres. O candidato do PRTB, Levi Fidelix, voltou a apresentar uma de suas grandes bandeiras na estréia do horário eleitoral, o Aerotrem. Ele disse que o fura-fila era uma versão de sua plataforma e ironizou: "Prefira o original, o resto é cópia". Já o programa do candidato do PSOL, Ivan Valente, disse que eleitor deveria votar em quem não tem rabo preso. Ele apareceu ao lado da ex-senadora Heloisa Helena, enquanto o locutor dizia: "Vote no coração Valente". O programa de Edmilson Costa (PCB) propôs a chamada governança comunista para a cidade de São Paulo, uma administração na qual a população é quem deveria tomar a direção política de São Paulo. Anaí Caproni (PCO), apareceu com um cenário de fábrica ao fundo e utilizou o bordão de outras eleições: "Quem bate cartão não vota em patrão". Renato Reichmann (PMN), disse que se for eleito mudará a cidade de São Paulo e voltou a falar na sua principal bandeira: educação, educação, educação.

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