Marta admite mudança de foco na campanha

Executiva nacional do PT demonstrou na última terça-feira insatisfação com o resultado do primeiro turno

Carolina Ruhman, da Agência Estado

08 de outubro de 2008 | 13h56

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, admitiu que haverá uma "mudança de foco" na campanha do segundo turno, mas não entrou em detalhes. "A mudança que nós temos é que fomos para o segundo turno e a mudança agora é focar nas propostas com um adversário só", limitou-se a dizer. Veja Também:'Eu prometo': Saiba quais são as propostas de Marta e KassabConfira o resultado eleitoral nas capitais do País As principais promessas dos candidatos Enquete: O resultado das eleições surpreendeu?   Especial: Perfil dos candidatos em São Paulo  Vereador digital: Depoimentos e perfis de candidatos em São Paulo   Tire suas dúvidas sobre as eleições    Diante da insistência dos repórteres sobre as eventuais mudanças que poderão ocorrer em sua campanha nesta segunda etapa das eleições, Marta emendou: "Nós estamos no segundo turno, e a nossa campanha agora foca diferente, porque nós estamos no segundo turno, a agora temos um candidato que foi escolhido". "Agora a mudança existe para um enfoque da campanha diferente", acrescentou, após visitar o comércio do Largo 13 de Maio, na zona sul da cidade. A executiva nacional do PT demonstrou na terça-feira insatisfação com o resultado do primeiro turno. Apesar de liderar durante toda a campanha de primeiro turno as pesquisas de intenção de voto, Marta terminou a votação atrás do adversário do DEM, o atual prefeito Gilberto Kassab, que obteve 33,61% dos votos válidos, enquanto a petista ficou com 32,79%. Chegou-se a comentar sobre uma eventual troca do marqueteiro que coordena a campanha de Marta, João Santana, mas, questionada, a candidata não respondeu nada sobre esta mudança. Ela se manteve na estratégia de criticar Kassab através de uma comparação de trajetórias. Comentando sobre o debate do próximo domingo na TV Bandeirantes, Marta afirmou: "Vai poder haver um enfrentamento de idéias, de posicionamentos, trajetórias. Nós fomos duas candidaturas com trajetórias muito diferentes. A minha tem uma transparência absoluta, sempre foi parceira do presidente Lula." A petista destacou o histórico de troca de apoio entre ela e o PSDB na eleição estadual de 1998, quando apoiou Mário Covas (PSDB) no segundo turno, e a eleição municipal de 2000, quando recebeu do tucanato. "Eu tenho uma trajetória absolutamente clara. O outro lado, vai explicar sua trajetória e em que lado estava em diferentes horas dessa cidade", alfinetou. Marta disse ter "muita fé" de que vencerá a eleição, graças à esta comparação de históricos políticos e os eleitores farão na nova fase da disputa municipal. Na hora do almoço, Marta fez corpo-a-corpo no bairro do Jabaquara, mas teve uma recepção fria nos diversos restaurante e padarias nos quais ela entrou. Poucos interromperam suas refeições para cumprimentar a candidata, apesar do ânimo dela de falar com todos do balcão até a cozinha.

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