Marta acusa Serra de 'incapacidade' de negociar sobre confronto

José Serra acusou on o PT, a Força Sindical e a CUT de estarem envolvidos no confronto entre policiais

Carolina Ruhman, da Agência Estado

17 de outubro de 2008 | 14h22

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, repudiou as acusações do governador do Estado, José Serra (PSDB), de que o conflito de quinta-feira entre policiais civis em greve e a Polícia Militar teria "motivações políticas", e atacou: "É uma incapacidade, uma intransigência por parte de quem governa."  Veja também:Campanha do Kassab diz que Marta apela e é invejosaJuiz proíbe Marta de perguntar se Kassab é casadoBlog: Leia os principais momentos do debate na Bandeirantes  Especial: Perfil dos candidatos em São Paulo 'Eu prometo' traz as promessas de Marta e Kassab Geografia do voto: Desempenho dos partidos nas cidades brasileiras Confira o resultado eleitoral nas capitais do País   "Querer culpar um partido político por uma incapacidade de negociação, eu não esperava essa postura do governador", criticou Marta, após encontrar-se com sindicatos de taxistas no bairro da Vila Mariana, na zona Sul da Capital. Ela destacou que a campanha de negociação salarial dos policiais civis já dura vários meses e frisou por diversas vezes a acusação de "incapacidade de negociação". José Serra acusou on o PT, a Força Sindical e a CUT de estarem envolvidos no confronto entre policiais que eclodiu na tarde de ontem perto do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. "Querer colocar isso nas costas da CUT e da Força Sindical, ninguém merece", atacou a petista, que avaliou o episódio como "uma tragédia". "Agora nós estamos na véspera de uma eleição. Eu fico pasma de o governador fazer insinuações deste porte. É muito sério o que ele fez", disse Marta. "Pessoas ligadas à CUT e à Força Sindical estarem presentes no momento da sua negociação salarial me parece, o mínimo, que uma pessoa que entende de democracia, de negociação, possa saber que deveria estar acontecendo", continuou a petista. O tom do candidato a vice em sua chapa, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) foi mais forte. "O governador José Serra fez ontem o mesmo discurso de que foi vítima quando era líder estudantil", atacou. Entretanto, ele evitou afirmar que fazia uma comparação com o discurso do governo militar. "O Serra foi muito injusto e não honrou a tradição dele de militante que já fez inúmeras passeatas na rua", criticou, e arrematou: "Ele perdeu o rumo". Marta cancelou nesta manhã quatro eventos em sua agenda de campanha, trocando-os por uma gravação para o horário eleitoral gratuito. Estavam previstas visitas aos bairros da Freguesia do Ó, Brasilândia e Casa Verde, na zona Norte. Entretanto, ela evitou comentar se o confronto entre os policiais de ontem irá entrar sem seus programas. "Foi uma regravação", limitou-se a dizer. "Se (o confronto) entrou ou não, isso é uma outra situação." Já o coordenador de campanha da petista, deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), negou que a mudança de planos desta manhã tivesse como objetivo incluir o episódio na propaganda e afirmou que isso não deve acontecer. "A campanha é a campanha. Esse caso que houve ontem foi um problema de negociação salarial malconduzida pelo Governo do Estado. São problemas diferentes", avaliou.

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