Marqueteiro que deixou campanha de Alckmin e é criticado

Raul Cruz Lima assume o lugar de Lucas Pacheco, que vinha sendo criticado por sua estratégia na TV

ANNE WARTH, Agencia Estado

10 de setembro de 2008 | 14h23

O publicitário Lucas Pacheco -que deixou a campanha do candidato Geraldo Alckmin à Prefeitura de São Paulo- foi criticado por tucanos nesta quarta-feira, 10. "Foi uma declaração infeliz. Ele pode ser um excelente marqueteiro, mas não entende nada de política", criticou o vereador Gilberto Natalini, líder da bancada do PSDB na Câmara de Vereadores, que acompanhou  a visita de Kassab ao Clube Escola Jorge Bruder, em Santo Amaro, na capital paulista. Veja também:Especial: Perfil dos candidatosAlckmistas pedem expulsão de aliados de KassabMarta arrecadou R$ 4,63 mi; Alckmin, R$ 4,17 miBlog: propostas dos candidatos de São Paulo na sabatina do 'Grupo Estado'Veja gráfico com a última pesquisa Ibope/Estado/TV GloboVereador digital: Conheça os candidatos à Câmara de SP Tire suas dúvidas sobre as eleições de outubro  Segundo o coordenador da campanha, deputado Edson Aparecido, foi Pacheco que decidiu se afastar e quem assume o lugar do marqueteiro é Raul Cruz Lima.  Integrantes mais radicais do comando de campanha vinham defendendo a saída de Pacheco, conforme o Estado antecipou na edição da última terça. Alckmin disputa o segundo lugar na eleição, segundo pesquisas recentes liderada pela petista, com o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM), que vem subindo nas pesquisas.  Natalini ressaltou ter alertado Alckmin, da coligação "São Paulo, na Melhor Direção" (PSDB-PTB-PHS-PSL-PSDC), sobre a necessidade de manter a aliança com o DEM. "Do contrário, seriam dois candidatos de uma mesma base, disputando o mesmo eleitorado, sendo que Kassab tem um governo bem avaliado", disse.Também presente ao evento, o secretário municipal de Esportes, Walter Feldman (PSDB), outro tucano aliado de Kassab, manteve-se na maior parte do tempo ao lado do prefeito, com quem simulou uma luta de boxe e jogou vôlei e basquete, modalidades oferecidas no Clube Escola. "O pior momento na vida é buscar culpados. Antes de procurar fora, é preciso fazer a autocrítica", disse Feldman. "Nós apresentamos desde o início que a candidatura de Alckmin teria dificuldades", declarou.Situação delicadaNa avaliação do secretário, as disputas na capital paulista tendem a se polarizar entre situação e oposição - o que deixou Alckmin numa situação delicada, já que qualquer crítica à gestão de Kassab, que concorre pela coligação "São Paulo no Rumo Certo" (DEM-PR-PMDB-PRP-PV-PSC), seria também uma crítica aos tucanos, que ocupam posições importantes no governo deixado por José Serra. "Quando a luta política é clara, o trabalho do marqueteiro é sempre mais fácil."Essa divisão, segundo Feldman, auxilia a campanha da petista Marta Suplicy - "Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT-PCdoB-PDT-PTN-PRB-PSB) -, que também disputa as eleições e lidera as pesquisas de intenção de voto. "Por isso, sempre defendemos a candidatura única, porque sabíamos que isso iria acontecer. Na minha opinião, Marta nunca teria esses índices nas pesquisas se a candidatura fosse única. Não tem lógica haver dois candidatos quando um governo vai bem", argumentou. "É uma situação surreal, mas nós avisamos que era natural que isso fosse acontecer", concordou Natalini.De acordo com os tucanos, resta agora resgatar a aliança entre PSDB e DEM no segundo turno - que, na avaliação deles, deve ser disputado entre Marta e Kassab, que vem crescendo nas pesquisas e está empatado tecnicamente com Alckmin. "Aí sim teremos uma chance extraordinária de vencer as eleições. Não posso acreditar que haveria apoio a Marta por ressentimento", afirmou Feldman.

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