Romério Cunha / VPR
Romério Cunha / VPR

Marqueteiro de Temer e Meirelles agora fala 'chama o Bolsonaro'

Publicitário Elsinho Mouco passou a pregar voto no candidato do PSL, Jair Bolsonaro, na disputa do segundo turno

Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2018 | 17h36

BRASÍLIA - Marqueteiro do presidente Michel Temer, do MDB e integrante do núcleo de campanha de Henrique Meirelles - candidato do partido derrotado ao Palácio Planalto -, o publicitário Elsinho Mouco passou a pregar nesta segunda-feira,8, voto em Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno da sucessão presidencial contra Fernando Haddad (PT).

Elsinho Mouco adaptou o slogan do ex-ministro da Fazenda ao deputado federal pelo Rio e ex-capitão do Exército: "Chama o Bolsonaro". Em mensagem publicada em seu perfil no Facebook, Elsinho explicou seu posicionamento contra o PT por causa do oposição feita por aliados de Haddad ao governo Temer.

"Em 2016 quando a Constituição foi respeitada (refere-se ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff), O PT enxergou os fatos a seu estilo e chamou aquilo de golpe. Já com relação ao Lula eles chamam a Justiça de golpista. Agora, tudo indica, o PT terá a chance de fazer a primeira 'mea culpa' da sua história e admitir que o tempo deles passou. Agora, não é questão de voto no B, não é questão de voto útil ou tático, agora é voto Brasil. E votar pelo país, depois de chamar o meu candidato, Henrique Meirelles, no 1º turno, agora é reta de chegada. Agora, é hora de chamar o Jair Bolsonaro", disse ele.

O publicitário cuida da área digital (redes sociais) da comunicação da Presidência da República, empregado por uma agência terceirizada, a Isobar. A agência dele, a Pública Comunicação, trabalhou em pelo menos três campanhas eleitorais de candidatos do MDB. Todas foram derrotadas nas urnas.

A empresa de Elsinho Mouco embolsou ao todo R$ 2 milhões pagos pelas candidaturas de Henrique Meirelles, do atual presidente do Senado, Eunício Oliveira, que não se reelegeu no Ceará, e do ex-prefeito de Araraquara (SP) Marcelo Barbieri, que não conseguiu vaga de senador em São Paulo. O diretório do MDB no Ceará custeou parte das despesas, conforme dados da Justiça Eleitoral.

No entorno de Temer, nem todos aderiram a Bolsonaro. Homem de confiança do presidente em São Paulo, o chefe de gabinete regional da Presidência, Arlon Viana, declarou no Twitter o voto em Haddad. "Contra o desassossego e pela segurança, educação, saúde, agricultura, habitação, transportes, por coerência e convicção, voto Haddad 13", publicou Viana. "No segundo turno teremos oportunidade de conhecer e participar de uma real campanha eleitoral. De um lado Haddad, com propostas claras para o País em todos os campos das políticas públicas. Do outro, um farsante, loroteiro, dissimulado, mentireiro (sic). O meu voto é pela democracia e contra o fascismo!" 

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