Mariz vê acusação 'indigente' de provas por parte do MPF

O criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira classificou de "indigência probatória" o memorial (documento final) que a Procuradoria-Geral da República entregou ao Supremo Tribunal Federal, dias antes do início do julgamento do mensalão. Defensor de Ayanna Tenório, ex-dirigente do Banco Rural e ré por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, Mariz enviou ontem aos 11 ministros da Corte documento no qual sustenta que o Ministério Público Federal faz menção ao fato de sua cliente ter sido punida administrativamente pelo Banco Central com reprimenda de um ano de inabilitação para gerir instituição financeira. "No entanto, a decisão administrativa diz respeito a fatos que não estão em apuração na presente ação penal (mensalão)." O advogado trata com ironia e indignação o memorial do procurador-geral, Roberto Gurgel, que anexou documentos que nem sequer citam Ayanna. "Não há, em mais de 90% das folhas (do memorial) referência à acusada". "Indubitavelmente, não foi o objetivo do procurador induzir os ministros a erro", provocou Mariz. / FAUSTO MACEDO

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