Marinho pede a Brizola Neto mais ousadia

O prefeito de São Bernardo do Campo e ex-ministro do Trabalho, Luiz Marinho, espera que o novo titular da pasta, Brizola Neto, seja mais ousado que seu antecessor e recupere a autoridade na Esplanada.

CLEIDE SILVA , SÃO BERNARDO DO CAMPO, DAIENE CARDOSO , AGÊNCIA ESTADO, O Estado de S.Paulo

02 Maio 2012 | 03h05

"O Ministério do Trabalho está muito acanhado e não tem participado de debates importantes, como o desconto do Imposto de Renda dos salários e do valor do mínimo", disse Marinho, durante o ato em comemoração ao 1.º de Maio realizado em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

Para o ex-ministro, "Brizolinha", como é chamado pelos amigos, tem condições de desenvolver projetos importantes. Ele sugere, por exemplo, a criação de um "grande plano de capacitação de mão de obra especializada", algo que, em sua opinião, falta ao País neste momento.

Marinho ocupou o Ministério do Trabalho na primeira gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2006. Atualmente, ele é candidato à reeleição.

Transparência. Após participar da comemoração do Dia do Trabalho promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Vale do Anhangabaú, região central de São Paulo, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse que o novo ministro agirá com transparência no trato com as centrais sindicais e defendeu ainda que as entidades tenham uma relação de independência com o governo federal.

"É importante que as centrais mantenham sua independência, sua autonomia. Não queremos um ministério aparelhado pelas centrais, queremos um ministério que dialogue com as centrais", afirmou o ministro.

Hoje, um dia antes de sua posse, Brizola Neto terá uma conversa informal com a CUT em Brasília. "Já temos a reivindicação de que ele trate as centrais sindicais de forma igualitária e não privilegiando esta ou aquela central sindical", afirmou Artur Henrique, presidente da central sindical.

Entre os temas que serão cobrados do novo ministro, estão a revisão da jornada de trabalho para 40 horas, o fim do fator previdenciário e a autonomia das centrais sindicais. Segundo o deputado Paulinho da Força (PDT-SP), caberá à CUT indicar quem será o número dois da pasta ao lado de Brizola Neto.

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