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Marina vive lua de mel com ruralistas do Sul

Candidata do PSB visita feira agrícola e recebe apoios

Elder Ogliari, O Estado de S. Paulo

04 de setembro de 2014 | 21h59

Marina Silva visitou nesta quinta-feira, 4, a Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil, em novo aceno ao agronegócio. Na feira de agricultura e maquinários realizada anualmente em Esteio, na Grande Porto Alegre, estava acompanhada pelo candidato a vice-presidente Beto Albuquerque (PSB), que é ligado ao setor, e pelos candidatos ao governo do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, e ao Senado, Pedro Simon, ambos do PMDB. 


A candidata do PSB, no entanto, negou que esteja tentando “quebrar a resistência” de fazendeiros em relação ao seu nome. 

“Trabalhamos com a ideia de que a gente possa progressivamente construir convergências naquilo que interessa, como o fato de que todos queremos um País socialmente justo, politicamente democrático e ambientalmente sustentável”, comentou a candidata do PSB.

Marina também explicou que não mudou de posição em relação aos transgênicos. Lembrou que defendia que o Brasil adotasse dois modelos, com áreas transgênicas e livres de transgênicos. “Infelizmente deixamos de ganhar duas vezes”, lamentou, para revelar que, na conversa com os produtores rurais eles se mostraram satisfeitos por terem ouvido dela a proposta que defendia á época da discussão do projeto, “e não daquele jeito que eram informados”. 

Marina contou que, por mais que se esforçasse para dizer que defendia os dois modelos, no outro dia as manchetes diziam “Ministra é contra os transgênicos”. A candidata não saiu a passear pelo parque. Fez ainda uma rápida visita á casa da Federação das Cooperativas Agropecuárias (Fecoagro) e depois seguiu para outra agenda de campanha em Caxias do Sul.

Nos rápidos deslocamentos dentro do parque, foi acompanhada por cerca de 50 apoiadores. Nas reuniões com produtores rurais foi bem recebida, em clima muito diferente do que existiria no mesmo local à época da discussão dos transgênicos. 

“Há alguns anos essa cena seria impensável”, disse um pecuarista, mantendo o anonimato. “Mas agora há produtores que apoiam a candidata”, reconheceu.

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