Marina vincula Plano Agroecologia à eleição presidencial

Ex-ministra sugeriu que presidente Dilma Rousseff desengavetou projeto em função da agenda eleitoral: 'Não é mera coincidência'

Fernando Travaglini e Murilo Rodrigues Alves, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2013 | 03h04

A ex-ministra Marina Silva usou nesse domingo, 20, seu blog e o Twitter para criticar a presidente Dilma Rousseff. Segundo Marina, a presidente teria desengavetado o Plano Agroecologia, anunciado na quinta-feira passada, apenas em função da agenda sustentável que surgiu recentemente no cenário político.

Em um comentário intitulado "Não é mera coincidência", Marina afirmou que a iniciativa, que prevê a destinação de R$ 8,8 bilhões para essa forma de produção de alimentos, que deve favorecer cerca de 75 mil famílias, "merece todo apoio dada a relevância para a agricultura familiar". Mas, em seguida a ex-ministra ponderou que o plano foi criado em 2012 e, desde 2003, o País já contava com lei sobre a produção orgânica.

Marina escreveu ainda que o plano "surge com metas tímidas", citando o porcentual de 5% de compras obrigatórias para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o equivalente a R$ 138 milhões, e para o Programa Nacional Alimentação Escolar (PNAE), de R$ 150 milhões.

"Não é por mera coincidência que, um ano antes da eleição, a mesma Dilma que promulgou as mudanças no Código Florestal que favorecem o desmatamento tenha incorporado o desenvolvimento sustentável ao seu discurso", diz Marina Silva em seu blog.

Recomendações. A presidente Dilma Rousseff, por sua vez, aproveitou o fim de semana para dar dicas culturais a seus quase 2 milhões de seguidores no Twitter. Antes das 7 horas de ontem, ela começou uma série de tuítes sobre O Livro de Tiradentes, de coordenação do britânico Kenneth Maxwell. Como Dilma explicou no microblog, a obra analisa a influência das ideias libertárias dos colonos ingleses nos Estados Unidos sobre a Inconfidência Mineira.

No sábado, 19, a presidente entrou no coro das homenagens ao poeta, compositor, escritor, dramaturgo e diplomata Vinícius de Moraes, que se estivesse vivo completaria 100 anos. Usando a hashtag - palavra-chave que marca cada assunto - "Vinícius100", a presidente teceu elogios e afirmou: "Os outros que me perdoem, mas Vinícius é fundamental".

A presidente contou ainda a seus seguidores no microblog que assistiu, no dia anterior, ao documentário O Dia que Durou 21 Anos, do diretor Carlos Tavares, sobre a suposta participação do governo dos Estados Unidos no golpe militar de 1964.

No fim da tarde desse domingo, a presidente relatou ter enviado o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a Bali, na Indonésia, para participar do Fórum de Governança da Internet.

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