Marina Silva quer mostrar que mobiliza

Marina Silva quer mostrar que mobiliza

Candidata quer mostrar que tem apoio em todas as camadas da população; artistas, empresários e intelectuais devem comparecer ao ato na terça-feira

João Domingos, Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

27 de setembro de 2014 | 18h47

BRASÍLIA - O ato mais importante da reta final da campanha de Marina Silva (PSB) vai ser realizado na terça-feira. A candidata à Presidência vai reunir diferentes representantes da sociedade em São Paulo para gravar as cenas que serão exibidas no último programa da propaganda eleitoral na TV. A ideia é mostrar ao Brasil que ela tem apoio em todas as camadas da população. Além de políticos, deverão comparecer artistas, empresários e intelectuais.


A viúva de Eduardo Campos e os cinco filhos do casal também devem vir a São Paulo participar da cerimônia de apoio a Marina, que assumiu a cabeça de chapa após a morte do ex-governador em um acidente aéreo.

“Queremos, na última peça de campanha, mostrar todas as pessoas que não apareceram no programa, por uma série de motivos, principalmente a falta de tempo na TV”, disse Walter Feldman, coordenador da campanha. Na avaliação dos dirigentes do PSB, é essencial demonstrar que há uma forte mobilização popular em torno da candidatura de Marina para que ela não caia mais nas pesquisas e garanta um lugar no 2.º turno.

Nesta última semana, a candidata vai concentrar as agendas no Sudeste, passando pelos grandes centros urbanos de São Paulo, Rio e Minas. Também está previsto um ato em Pernambuco, terra natal de Campos, onde ela tem apresentado um bom desempenho eleitoral.

A candidata também vai dedicar o seu tempo para se preparar para o debate da TV Globo, programado para quinta-feira – três dias antes do 1.º turno.

Na avaliação dos coordenadores da campanha, Marina costuma ter um bom desempenho nesses encontros. A estratégia vai ser tentar um confronto direto com a petista Dilma Rousseff, ignorando o tucano Aécio Neves, que, por ora, está em terceiro lugar nas pesquisas.

Nos cálculos da campanha, como é provável que a audiência da Globo seja maior do que a do horário eleitoral, Marina terá a chance de conquistar mais eleitores nesse último embate televisionado.

No horário eleitoral, a campanha também pretende nessa reta final reforçar o número 40 do PSB. A avaliação é que o eleitorado ainda associa Marina ao PT e PV, seus antigos partidos.

A candidata também deverá sair da defensiva. Segundo Feldman, ela só responderá aos ataques que considerar “indignos, injustos e mentirosos”. Por outro lado, aumentará as críticas à presidente Dilma e à polarização entre PT e PSDB.

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