Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Marina Silva diz que não ter o Centrão é um 'grande ativo'

A pré-candidata afirmou que o grupo levou o País 'ao fundo do poço'

Filipe Strazzer, O Estado de S.Paulo

27 Julho 2018 | 16h37

PORTO ALEGRE - Em passagem por Porto Alegre, a pré-candidata à Presidência da República nas eleições 2018 Marina Silva (Rede), voltou a criticar o Centrão e o tucano Geraldo Alckmin. Segundo ela, não ter o grupo como aliado é um “grande ativo”.

“Foram eles que levaram o Brasil para o fundo do poço”, disse. Marina chamou o Centrão de “condomínio de Alckmin”, como já havia feito num evento em Piracicaba (SP) neste mês. Ela participou de encontro com empresários gaúchos na tarde desta sexta-feira, 27, na sede da Federação de Entidades Empresariais do Estado.

A jornalistas, a ex-senadora afirmou que acredita que o grupo “levou o Brasil ao fundo do poço e que irão levar o País a um poço sem fundo”. Ela também relativizou a importância de se ter apoio do Centrão. “Eu não acho que não ter um leque de alianças com aqueles que levaram o Brasil para o buraco seja um passivo, talvez isso seja um grande ativo, não estar com aqueles que criaram os problemas”, disse. A Rede, até o momento, não fechou com outras siglas. 

Para Marina, no entanto, não ter coligação no momento “faz parte da democracia”, e, com críticas a Alckmin, disse que a maioria dos pré-candidatos também não fechou muitos acordos. “Com exceção do Alckmin, que já pegou todo o Condomínio que estava com a Dilma em 2014, a maioria ainda também não definiu as alianças. É um processo que ainda está em curso”, explicou.

Ela criticou o que chamou de “grande injustiça feita por velhos partidos”. Segundo a pré-candidata, houve uma “união” dessas siglas para que “somente eles tenham estrutura para concorrer”. “Tanto que eles repartiram o fundo eleitoral apenas entre PT, PSDB, DEM e MDB, na sua grande maioria”, disse.

Sobre siglas que possam estar com ela nas eleições, Marina explicou que há um diálogo “permanente” com o PV, por questões programáticas. “Se for possível caminhar juntos será muito importante, ainda mais nesse momento em que todos estão querendo reeditar a velha polarização: quem tem o Centrão, tempo de televisão, dinheiro e marqueteiro é o que vale”, afirmou.

Para a vaga de vice, a pré-candidata disse que o partido possui “ouro da casa”, referindo-se ao economista Ricardo Paes de Barros. Ela também citou o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, e o deputado federal Miro Teixeira (RJ) como possíveis nomes caso não haja aliança. 

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