ALEX SILVA/ESTADÃO
ALEX SILVA/ESTADÃO

Marina Silva declara voto crítico a Haddad no segundo turno da eleição

Candidata da Rede anuncia voto no petista frente a riscos representados pela campanha de Bolsonaro

Pedro Venceslau e Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

22 Outubro 2018 | 17h32
Atualizado 23 Outubro 2018 | 12h02

A candidata da Rede, Marina Silva, declarou nesta segunda-feira, 22, voto crítico no candidato do PT, Fernando Haddad, no segundo turno da eleição contra Jair Bolsonaro, do PSL

"Diante do pior risco iminente, de ações que, como diz Hannah Arendt, “destroem sempre que surgem”, “banalizando o mal”, propugnadas pela campanha do candidato Bolsonaro, darei um voto crítico e farei oposição democrática a uma pessoa que, “pelo menos” e ainda bem, não prega a extinção dos direitos dos índios, a discriminação das minorias, a repressão aos movimentos, o aviltamento ainda maior das mulheres, negros e pobres, o fim da base legal e das estruturas da proteção ambiental, que é o professor Fernando Haddad", disse Marina em nota.

No Twitter, o candidado do PT agradeceu o apoio de Marina.  "O voto de Marina Silva me honra por tudo que ela representa e pelas causas que defende", afirmou.

A ex-ministra ainda criticou o apelo da candidatura bolsonarista ao nome de Deus. "É um engano pensar que a invocação ao nome de Deus pela campanha de Bolsonaro tem o objetivo de fazer o sistema político retornar aos fundamentos éticos orientados pela fé cristã que são tão presentes em toda a cultura ocidental. A pregação de ódio contra as minorias frágeis, a opção por um sistema econômico que nega direitos e um sistema social que premia a injustiça, faz da campanha de Bolsonaro um passo adiante na degradação da natureza, da coesão social e da civilização."

Marina ficou em oitavo lugar no primeiro turno, com 1% dos votos.  Logo após a primeira etapa da eleição, a Rede divulgou nota na qual prometeu oposição independente de quem vença as eleições.

Na ocasião, a sigla anunciou também que não apoiaria Haddad, mas  recomendou explicitamente que seus filiados e simpatizantes não votem em Bolsonaro.

Eymael apoia Haddad

O candidato da Democracia Cristã, José Maria Eymael, também anunciou voto em Haddad. "Proponho ao candidato Fernando Haddad que ultrapasse as barreiras do PT e firme com as lideranças político partidárias do país o pacto nacional pela democracia no Brasil", disse em nota. Ele ficou em penúltimo lugar no primeiro turno, com 40 mil votos. 

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