Mauro Pimentel/AFP
Mauro Pimentel/AFP

Marina se aproxima de Huck e de grupos ligados ao PPS

Pré-candidata da Rede participa de jantar com apresentador e volta a fazer crítica à polarização entre PT e PSDB

Fábio Grellet e Felipe Frazão , O Estado de S.Paulo

21 Junho 2018 | 05h00

Pré-candidata à Presidência pela Rede, Marina Silva deixou explícita a aproximação com os chamados movimentos de renovação política para as eleições 2018. Marina participou nesta quarta-feira, 20, no Rio de Janeiro, de um jantar com o apresentador de TV Luciano Huck e outros integrantes do grupo político Agora!.

Questionada sobre o encontro, a pré-candidata disse que não pretendia colocar o apresentador em uma situação delicada. “É uma reunião com o Agora!, não com Luciano Huck. Ele, ao que eu sei, tem um impedimento que serviu até para sua própria candidatura. Eu tenho respeito pela situação dele. Ele é um membro (do Agora!), mas não pode se colocar. Eu não tenho a pretensão de instrumentalizar ninguém”, afirmou Marina. 

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Huck ensaiou filiar-se PPS e lançar sua candidatura à Presidência, mas depois declarou que não entraria na disputa deste ano. Ele, no entanto, continua com diálogos frequentes com o partido que Marina corteja para reeditar uma das alianças de sua campanha eleitoral em 2014. 

A Rede acena com a possibilidade do presidente nacional do PPS, o ex-ministro da Cultura Roberto Freire, assumir a vaga de candidato a vice-presidente em sua chapa.

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No fim da tarde, a pré-candidata se reuniu com membros da Roda Democrática, organização que tem vínculos com integrantes do PPS e apoia o manifesto por um “polo democrático e reformista”, assinado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, entre outros políticos. Alguns signatários do manifesto avaliam que Marina pode se consolidar como alternativa do chamado “centro democrático” na disputa.

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Polarização. Durante o primeiro encontro, Marina repetiu críticas à polarização entre PT e PSDB no cenário político nacional nas últimas décadas. Ela reforçou a necessidade de realinhar as forças políticas. “Desde 2010 já falávamos que essa polarização seria prejudicial ao País e sobre a necessidade de um realinhamento político. O PT conversou com o PMDB, o PSDB conversou com o DEM, quando um deveria ter conversado com o outro”, disse.

A Roda Democrática reúne pessoas interessadas em política filiadas a diferentes partidos, como PSDB, PPS e Novo. O grupo afirma que não vai apoiar nenhum candidato no primeiro turno, mas pretende ouvir as propostas dos vários pré-candidatos alinhados à centro-direita. 

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