Marina rejeita tese de que petistas são 'presos políticos'

A ex-ministra Marina Silva (PSB-AC) rejeitou nessa segunda-feira, 25, a tese de que os ex-dirigentes do PT que começaram a cumprir suas penas no processo do mensalão são "presos políticos".

Luciana Nunes Leal e Adriano Barcelos, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2013 | 02h13

"Houve um julgamento de acordo com a democracia brasileira, dentro das instituições brasileiras e os juízes não foram indicados por nenhum partido político inimigo das pessoas julgadas. Não tenho nenhuma alegria e nenhum prazer em nada que está acontecendo, muito pelo contrário", afirmou Marina, que foi militante do PT, após visitar o arcebispo do Rio, d. Orani Tempesta. "Não caberá a nenhum de nós fazer uso político em relação a isso. Quero que aconteça justiça e justiça para mim não é vingança. É um ato de reparação e vale para todos."

Ao ser questionada sobre a situação do deputado licenciado José Genoino (PT-SP), Marina disse que, "se a vida dele está em risco", devem ser dados "todos os cuidados" que sua saúde demanda, mas que isso deveria valer para "todas as pessoas que se encontram presas". Genoino ficou três dias internado em um hospital depois de passar mal na penitenciária da Papuda, em Brasília. Teve alta no domingo e foi levado para a casa de uma filha, em Brasília.

À espera da ordem de prisão por ter sido condenado no processo do mensalão, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) defendeu ontem o direito à aposentadoria por invalidez de Genoino. "Ele precisa sobreviver", afirmou.

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