Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Marina lança Young e diz que caixa 2 ainda 'fragiliza' governo

A ex-ministra Marina Silva voltou a defender a cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE e a realização de novas eleições

Pedro Venceslau e André Ítalo, O Estado de S. Paulo

29 de julho de 2016 | 10h06

Ao participar da convenção que lançou nesta quinta-feira, 28, o vereador Ricardo Young como candidato à Prefeito de São Paulo pela Rede, a ex-ministra Marina Silva voltou a defender a cassação da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a realização de novas eleições.

A corte acolheu uma ação do PSDB que acusa a dobradinha de abuso do poder econômico e político na eleição de 2014. O julgamento ainda não tem data para ocorrer.

“Da mesma forma que o PT tem várias de suas lideranças investigadas na Lava Jato, o PMDB também tem. As informações que estão vindo à tona demonstrando que houve dinheiro de caixa 2 na campanha que elegeu a chapa Dilma-Temer continuam colocando a necessidade de que o TSE faça o julgamento. Como se pode sustentar uma chapa que foi eleita com recursos de uma base criminosa? Essa questão continua fragilizando o governo”, afirmou.

Elogios. Apesar de manter a defesa da realização de novas eleições, Marina fez elogios à equipe econômica do presidente em exercício Michel Temer. “Antes tínhamos um carro com combustível adulterado e o motorista dirigindo em alta velocidade para o abismo. Agora temos um carro igualmente com combustível adulterado, mas com uma equipe de motoristas competentes ziguezagueando na crise”.

Sobre a política de alianças da Rede nas eleições municipais, a ex-ministra pontuou que o critério não é “puramente partidário” e minimizou a parceria com o PSC, partido dos deputados Jair Bolsonaro (RJ) e Marco Feliciano (SP), em Guarulhos, na Grande São Paulo. A parceria foi criticada internamente por militantes da juventude da legenda.

“A Rede tem uma resolução de que nós não participaremos de qualquer política de alianças com figuras que são contra a democracia ou propagandeiem formas preconceituosas”, disse Marina.

A Rede lançará candidatos a prefeito em 12 capitais e a vice em 6. Em Curitiba, por exemplo, a sigla apoiará o peemedebista Maurício Requião, filho do senador Roberto Requião. Em Porto Alegre, a legenda deve apoiar Luciana Genro, do PSOL.

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