Ed Ferreira/Estadão
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Marina era uma 'poetisa' e não tinha 'nenhum poder de decisão', diz Carvalho

Chefe da Secretaria-Geral da Presidência afirma que conviveu com ex-ministra e sabe das dificuldades que ela tem para gerenciar

Anna Ruth Dantas, O Estado de S. Paulo

12 de setembro de 2014 | 18h16


NATAL - O chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, voltou nesta sexta-feira, 12, a criticar duramente a candidata Marina Silva (PSB). Ao cumprir agenda em Natal, onde fez campanha para a deputada federal Fátima Bezerra, que disputa o Senado pelo PT, e para Robinson Faria, candidato ao governo do Rio Grande do Norte pelo PSD, Carvalho disse que a presidenciável do PSB era uma "poetisa" e não tinha "nenhum poder de decisão".

"A palavra dela (de Marina) é maravilhosa, ela tem uma expressão extraordinária. Agora, meu velho, governar o País é outra coisa. Eu convivi com a Marina alguns anos naquele ministério (Ministério do Meio Ambiente, da qual Marina foi titular). Eu sei das dificuldades que ela tem para gerenciar um processo", disse.

Carvalho definiu Marina como uma "fonte permanente de contradição". "O discurso dela e a prática daqueles que constituem a sua chapa são diametralmente opostos. Você falar em política nova com Bornhausen na chapa e tantos outros e muitos setores do PSB também ou tendo apoio tão forte de uma instituição como o Itaú não é fácil", disse o ministro.

O ministro disse que é obrigação não deixar o povo "comprar gato por lebre". "É bom para o debate político que os candidatos sejam vistos pelo povo na sua totalidade, que ninguém compre gato por lebre. Isso não é ódio, não é desconstrução pessoal, é próprio do debate político", analisou.

Ao rebater as declarações do candidato Aécio Neves (PSDB), que definiu como "vale-tudo" a política do PT nesta campanha, Carvalho afirmou: "Isso é um canto de perdedor. É um desespero de perdedor. Vale-tudo seria se nós tivéssemos fazendo ataque à vida pessoal da Marina, se nós tivéssemos querendo negar o passado dela".

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