ALEX SILVA/ESTADÃO
ALEX SILVA/ESTADÃO

Marina diz ter ‘alternativas domésticas’ para vice

A pré-candidata da Rede à Presidência da República nas eleições 2018, no entanto, afirmou que continua conversando com outras legendas em busca de uma aliança já no primeiro turno da eleição presidencial

Daniel Weterman e Marianna Holanda, O Estado de S.Paulo

14 Julho 2018 | 01h04

A pré-candidata da Rede à Presidência da República nas eleições 2018, Marina Silva, afirmou, na noite desta sexta-feira, 13, que tem “alternativas domésticas” no próprio partido para a escolha de um vice, mas que continua conversando com outras legendas em busca de uma aliança já no primeiro turno da eleição presidencial.

“Eu já disse, bem antes, que nós temos alternativas domésticas, mas obviamente que estamos dialogando com alguns partidos”, afirmou a presidenciável, ao ser questionada sobre sua escolha para vice, após dar uma palestra para pastores e outros líderes religiosos na capital paulista. Sem apontar nenhuma legenda que poderia ter na sua chapa, diante da insistência de jornalistas que citaram PROS e outros partidos, a pré-candidata reforçou que considera fazer alianças “que são coerentes” com seu programa de governo.

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Comentando o apoio fechado pelo PPS com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), Marina afirmou que respeita a decisão. Mais cedo, o presidente do PPS, Roberto Freire, disse ao site O Antagonista que falta à presidenciável “senso de realidade numa disputa política”. Em resposta, a ex-ministra rebateu dizendo que “o que dá senso ou não de realidade são as propostas”, destacando que era amiga de Freire e que gostaria de governar com pessoas como ele.

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Tanto na palestra quanto na conversa com jornalistas, Marina criticou o acordo que partidos do chamado Centrão vêm fazendo para fechar uma aliança com Ciro Gomes (PDT) ou Alckmin. Aos pastores, a pré-candidata declarou que vai “oferecer a outra face” ao Centrão com os votos “da população”. Aos jornalistas, Marina disse que o bloco representa o que a população não quer nesta eleição. “Na hora em que a sociedade sinaliza que está decepcionada, indignada, aí convém como solução: só ganha quem tiver do seu lado o mais do mesmo. Olha, eu considero fazer as alianças que são coerentes”, afirmou.

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