EFE / Marcelo Sayão
EFE / Marcelo Sayão

Marina diz que resultado das urnas será soberano

'Haveremos de ir para as urnas não para repetir mais do mesmo com a corrupção, e nem para nos arriscar com a espada da violência', diz candidata da Rede

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2018 | 14h17

 RIO - Quinta colocada nas intenções de voto de acordo com a última pesquisa Ibope, a candidata à Presidência Marina Silva (Rede) afirmou nesta quarta-feira, 3, que o pleito do próximo domingo irá representar nas urnas "a vontade soberana do povo brasileiro". Para ela, contudo, o País não pode "arriscar o futuro dos nossos filhos com a espada da violência que propõe a campanha do Jair Bolsonaro", candidato do PSL que lidera as pesquisas, "nem repetir mais do mesmo com a corrupção".

"Nós vamos participar das eleições de forma democrática, reconhecendo os resultados das eleições", afirmou Marina Silva, durante caminhada pelo Saara, região de comércio popular no Centro do Rio. "As eleições brasileiras serão fruto da vontade soberana do povo brasileiro, e nós haveremos de ir para as urnas não para repetir mais do mesmo com a corrupção, e nem para nos arriscar e arriscar o futuro dos nossos filhos com a espada da violência que propõe a campanha do Bolsonaro."

Acompanhada do candidato a vice, Eduardo Jorge, Marina fez fotos com eleitores e chegou a provar um par de óculos em uma das lojas. Ela ressaltou a necessidade de o Brasil voltar a receber investimentos para recuperar empregos e alavancar o comércio.

"Hoje, em um País que não tem investimento, não tem crescimento, e a população paga o preço alto do desemprego, de mais de 13 milhões de desempregados, quatro milhões de desalentados, que já desistiram de buscar emprego, com certeza isso tem uma repercussão muito negativa no comércio", comentou Marina. "Ter um projeto de País que recupere credibilidade para poder retomar os investimentos internos e externos é a condição para que o País volte a crescer."

Marina Silva também criticou os constantes programas de refinanciamento de dívidas. "(É  preciso) acabar com a farra do Refis, do perdão de dívida, de reisenção fiscal para grupos poderosos, que tiram bilhões dos investimentos que poderiam ajudar a gerar empregos", sustentou.

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