Marina diz que não pretende mudar divisão de royalties do pré-sal

Em meio aos ataques da campanha do PT, ex-ministra afirmou que porcentagem de recursos destinados à saúde e a educação será mantida caso ela seja eleita

Mariana Sallowicz e Tiago Rogero, O Estado de S. Paulo

11 de setembro de 2014 | 18h43

Rio - A candidata à Presidência Marina Silva (PSB) disse na tarde desta quinta-feira, 11, que não pretende mudar a partilha de royalties do petróleo estabelecida por lei, em que 75% são destinados dos recursos para educação e 25% para a saúde.

"O que está estabelecido por lei, da forma como foi feita a partilha, é o que será. Hoje nós temos uma decisão de que haverá investimentos para saúde e educação, a saúde vai melhorar o atendimento dos brasileiros e a educação vai criar as bases para que o Brasil possa fazer jus às grandes oportunidades que temos", afirmou em entrevista coletiva em evento no Clube de Engenharia, no Rio.

O posicionamento da ex-ministra ocorre em meio aos ataques da campanha de Dilma Rousseff acusando Marina de querer reduzir o uso dos recursos do pré-sal para a educação e a saúde. Nesta quinta, a campanha da petista divulgou vídeo no qual afirma que a saúde e a educação poderiam perder R$ 1,3 trilhão caso fosse diminuída a prioridade do pré-sal, como sugere o programa de governo da ex-ministra. O vídeo de 30 segundos, publicado no canal oficial da campanha no YouTube, repete o formato da propaganda veiculada na terça-feira, que criticava a proposta de autonomia do Banco Central, também no programa de Marina.

A ex-ministra afirmou que o pré-sal se constituirá numa base importante para os investimentos. "Nós inclusive estamos assumindo o compromisso de antecipar as metas em relação à educação de tempo integral. Em quatro anos, queremos universalizar essa forma de ensino para todo o País", afirmou.

Em relação à Petrobrás, a candidata voltou a defender mudanças em sua gestão. "Nós teremos uma Petrobrás que não será entregue aos interesses políticos desse ou daquele grupo". Marina afirmou que, se eleita, as diretorias serão preenchidas a partir de critérios de comitê de busca, "para evitar o que nós temos hoje".

"Não vamos permitir que uma empresa importante como a Petrobrás seja entregue à sanha dos partidos, aqueles que hoje criaram verdadeiros nichos de corrupção numa empresa que antes era valorizada e respeitada e que agora está com metade do valor que tinha e está endividada quatro vezes mais do que quando a presidente Dilma a recebeu".

Segundo Marina, há hoje uma discussão que faz uma "cortina de fumaça". "O que ameaça o pré-sal é exatamente o desmonte da Petrobrás e a corrupção", afirmou. 

Conteúdo local. A candidata também saiu em defesa às políticas de conteúdo local do modelo de partilha do pré-sal, afirmando que ela é "uma conquista que favorece as empresas brasileiras", "estratégica" e que terá continuidade.

"É uma questão que merece atenção, tem uma curva de aprendizagem. Essa curva de aprendizagem deve ser considerada pelas empresas e pelo Estado, mas é fundamental que permaneça porque é estratégica para que se tenha uma melhor qualidade do desempenho das empresas", afirmou 

Tudo o que sabemos sobre:
EleiçõesMarina SilvaPetrobras

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.