Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Marina definirá apoio após posicionamento de Aécio sobre programa, diz Albuquerque

Deputado que se lançou como vice da ex-ministra afirmou que ela está esperando o tucano se pronunciar sobre temas como fim da reeleição, passe livre estudantil e ensino em tempo integral

Ricardo Della Coletta, Daiene Cardoso e João Domingos, O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2014 | 10h46

Brasília - O deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), candidato a vice na chapa ao Palácio do Planalto do PSB, afirmou na manhã desta quinta-feira, 9, que a ex-ministra Marina Silva vai definir seu apoio no segundo turno depois que o candidato do PSDB, Aécio Neves, declarar se aceita ou não pontos do programa de governo da candidatura socialista.

 

"A Rede e a Marina têm o seu tempo para se pronunciar", disse Albuquerque, ao chegar à reunião da coligação "Unidos Pelo Brasil" (PHS, PRP, PPS, PPL, PSB e PSL), na qual os seis partidos que compõem e aliança devem tirar uma posição conjunta sobre o segundo turno. Até o momento, PSB, PPS e PSL já declararam apoio a Aécio; a Rede Sustentabilidade, partido informal de Marina albrigado dentro do PSB, sugeriu que seus eleitores que votem em Aécio ou anulem o voto. Marina, que obteve cerca de 22 milhões de votos (21,32% dos válidos), ainda não se manifestou.

Dentre os pontos que Marina quer ver Aécio abraçar, segundo Albuquerque, está o compromisso com uma reforma política que inclua o fim da reeleição e mandatos coincidentes de cinco anos. Também consta na lista, de acordo com o pessebista, o passe livre estudantil e as escolas em tempo integral. "Ela só poderá se manifestar mediante posicionamento do Aécio sobre pontos do programa que vamos entregar a ele", concluiu. 

Surpresa.Lideranças do PSB foram surpreendidas nesta manhã com a notícia de que a presidenciável derrotada do partido, a ex-ministra Marina Silva, decidiu não comparecer à reunião da coligação "Unidos Pelo Brasil", em Brasília. No encontro, a expectativa era que as seis legendas que integraram a chapa liderada por Marina (PHS, PRP, PPS, PPL, PSB, PSL) definissem uma posição conjunta para o segundo turno.

O PSB, maior sigla da aliança, decidiu na quarta apoiar o senador tucano Aécio Neves. Os representantes do PSL também não devem comparecer ao encontro, mas já anunciaram que vão marchar com o tucano.

O presidente interino do PSB, Roberto Amaral, e o presidente do diretório estadual de São Paulo, Márcio França, foram pegos de surpresa pela notícia nesta manhã. Lembraram que esse encontro foi pedido pela própria Marina. Ontem, a ex-ministra falou com Amaral por três vezes para acertar detalhes da reunião. 

Hoje cedo, a assessoria de Marina confirmou que ela não comparecerá ao encontro. Segundo o informe, posteriormente os "os líderes da Coligação levarão o resultado da reunião a Marina para subsidiar a contribuição da ex-candidata ao debate eleitoral".

Tudo o que sabemos sobre:
EleiçõesMarina SilvaAecio Neves

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.