Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Marina critica ataque de hackers a grupo 'mulheres contra Bolsonaro' e defende punição

Comunidade já conta com 2 milhões de participantes e teve nome trocado para demonstrar apoio ao candidato do PSL

Altamiro Silva Junior, O Estado de S.Paulo

16 de setembro de 2018 | 16h50

A candidata à Presidência, Marina Silva (Rede) criticou neste domingo, 16, o ataque por hackers ao grupo "Mulheres Unidas contra Bolsonaro" nas redes sociais, que já conta com 2 milhões de participantes, e defendeu a punição por "instituições que cuidam pela democracia".

Os hackers trocaram o nome do grupo para "Mulheres com Bolsonaro #17". Perguntada por jornalistas se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deveria interferir no caso, Marina respondeu que a intervenção deve ser de "todas as instituições que têm o mandato constitucional de defender a democracia".

"Os processos autoritários venham de onde vier, sejam de quem for, devem ser sempre repudiados e que as instituições tomem providências", completou a candidata. A nossa constituição assegura a liberdade de articulação expressão, afirmou ela.

Marina afirmou que uma "visão política autoritária" está por trás dos hackers, e que estas pessoas não respeitam a liberdade de expressão. A ex-ministra disse que durante a campanha de 2014 ela foi vítima de um ataque cibernético e esse tipo de crime está "ganhando proporção inaceitável" no Brasil e no mundo.

O Brasil, disse Marina aos jornalistas, se assemelha neste caso aos Estados Unidos, onde "grupos de intolerantes e antidemocráticos" quiseram influenciar as eleições. "Esse tipo de atitude é fruto de uma visão política autoritária e tem resquícios na ditadura."

Marina participou neste domingo de caminhada pelas ruas do bairro da Liberdade em São Paulo. Ela andou por mais de uma hora entre as barracas da tradicional feira de domingo do bairro japonês, parou em algumas delas e, durante o trajeto tirou fotos e selfies com populares e simpatizantes. 

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