FABIO MOTTA/ESTADÃO
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Marina chama de ‘afronta’ fala de Mourão sobre famílias sem pais e avôs

O candidato a vice na chapa do PSL nas eleições 2018 relacionou aliciamento ao tráfico de drogas em famílias pobres com ausência destes familiares

Marianna Holanda, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2018 | 20h27

A candidata da Rede à Presidência da República nas eleições 2018, Marina Silva, rebateu nesta segunda-feira, 17, as declarações do vice de Jair Bolsonaro (PSL), general Hamilton Mourão, de que famílias sem pais e avôs são "fábricas de desajustados".

"É uma afronta chamar de desajustados os filhos de 11,6 milhões de mulheres que chefiam lares. Elas enfrentam sozinhas todas as dificuldades para dar um futuro a filhos e netos", disse a candidata em seu Twitter. "É da valentia dessas mães e avós que nasce o milagre da sobrevivência de milhões de pessoas", completou.

Mais cedo, o candidato a vice na chapa do PSL relacionou, em um evento promovido pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), aliciamento ao tráfico de drogas em famílias pobres com ausência de pais e avôs.

 

"A partir do momento em que a família é dissociada, surgem os problemas sociais. Atacam eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai e avô, mas sim mãe e avó, por isso é fábrica de elementos desajustados que tendem a ingressar nessas narcoquadrilhas", afirmou.

No final de semana, a candidata da Rede também disparou contra outra declaração do vice do PSL. Ele disse na sexta-feira, 13, que uma "Constituição não precisa ser feita por eleitos pelo povo". Marina respondeu que, numa democracia, quem faz a carta magna são os eleitos pela sociedade. "Qualquer coisa que não seja pelo voto soberano da sociedade elegendo seus constituintes é querer estabelecer uma Constituinte mediante uma forma de golpe", completou.

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