Marina ataca Dilma por ser 'primeira mulher presidente a querer destruir outra mulher'

Com a subida nas pesquisas, o PT tem colocado em prática a estratégia de desconstruir a imagem da candidata do PSB

Isadora Peron , O Estado de S. Paulo

13 de setembro de 2014 | 18h30

A candidata do PSB ao Palácio do Planalto, Marina Silva, endureceu neste sábado o discurso contra a presidente Dilma Rousseff (PT) e acusou a petista de tentar "destruí-la" politicamente.

"Por favor presidente, venha para o debate, apresente seu programa, mas não queira, a primeira mulher presidente da República, destruir uma outra mulher que também tem o direito de participar da democracia", disse ela, durante um comício em Campina Grande, no interior de Paraíba.

Na última semana, as duas candidatas trocaram farpas pela imprensa. Com a subida nas pesquisas, o PT tem colocado em prática a estratégia de desconstruir a imagem Marina. A candidata do PSB, por sua vez, tem reagido e chamado os ataques de "boatos e mentiras".

Recentemente, até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem foi ministra do Meio Ambiente, fez críticas indiretas a ela. Neste sábado, Marina disse que o seu problema não era com Lula, mas com Dilma e com parte do PT.

"Quem foi para o programa eleitoral caluniar, tentar fazer uma desconstrução da minha história e da minha biografia, foi a candidata do presidente Lula", afirmou.

'Mensalete'. Como tem feito nos últimos dias, Marina pediu para que a militância saísse em sua defesa. A candidata disse que tem gente sendo contratada para espalhar mentiras sobre ela na internet e criou um novo termo fazendo referência ao escândalo do mensalão.

"Tem muita gente sendo paga para me desqualificar nas redes sociais. É uma espécie de 'mensalete'", afirmou.

Quando o esquema de compra de votos no Congresso em troca de apoio político foi revelado, em 2005, Marina ainda era filiada ao PT e fazia parte do ministério do governo Lula. Ela só deixou o partido quatro anos depois, para concorrer pela primeira vez à Presidência pelo PV.

Marina também aproveitou o palanque no Estado nordestino para reafirmar que, se eleita, não vai acabar com os programas sociais do governo, como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida.

Neste sábado, Marina fez duras críticas ao antigo partido sem se importar com o fato de o PT ser aliado do PSB na Paraíba. Até mesmo o governador do Estado e candidato à reeleição, Ricardo Coutinho (PSB), adotou o discurso. Ele disse que nunca imaginou que o PT pudesse reeditar o "discurso do medo" que tanto foi usado contra Lula quando ele era candidato.

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