NILTON FUKUDA / ESTADAO
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Marina associa ‘populismo de extrema direita’ a desempenho de Bolsonaro com evangélicos

Reportagem do 'Estado' desta segunda-feira mostra que, em 2014, ex-ministra tinha 43% da preferência deste eleitorado e, neste ano, caiu para 12%

Marianna Holanda, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2018 | 17h45

Única candidata evangélica entre os candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto, Marina Silva (Rede) atribuiu o alto desempenho do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, entre os evangélicos a um “populismo de extrema direita”. Populismo de esquerda ou de direita, defende a presidenciável, não é bom.

Segundo dados da pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo, divulgada na semana passada, Marina tem 12% de intenção de voto dos evangélicos, frente a 26% de Bolsonaro - cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições. Reportagem do Estado desta segunda-feira mostra a candidata caindo de 43% de preferência, em 2014, para 12% agora.

“Temos aí uma situação em que o populismo de direita e de extrema direita, às vezes, consegue chegar mais fácil em diferentes segmentos da sociedade, não só dos evangélicos”, disse a candidata, questionada por jornalistas sobre a liderança de Bolsonaro. “Populismo não é bom, nem de esquerda, nem de direita”, completou.

Perguntada sobre como pretende reaver esses votos, Marina disse que “esse é um momento difícil, em que muitas vezes, o discurso fácil, populismo seja de esquerda, seja de direita, confunde a opinião pública” e que vai continuar dialogando com todos e “falando a verdade”.

Ex-petista, a candidata voltou a criticar a estratégia do partido em insistir na candidatura de Lula, preso e condenado na Lava Jato. Segundo disse, não é bom para o processo democrático o eleitor não saber quem são os candidatos definitivos, até porque “aqueles que estão fora do debate, sequer estão sendo indagados pelos erros que cometeram, casos de corrupção que se envolveram”.

A ex-ministra do Meio Ambiente participou nesta segunda-feira de uma visita à sede da ONG Educafro em São Paulo, onde exaltou cotas raciais e se comprometeu a ampliar o combate à discriminação em um eventual governo. Depois do encontro, foi à Secretaria de Justiça de São Paulo encontraram jovens da ONG em um ato, que pedem a regulamentação da lei de cotas de 2015 para concursos públicos no Estado.

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