Marina afirma que sua proposta fortalece os partidos

'Quem enfraquece os partidos é quem quer ter um pedaço do Estado pra chamar de seu', disse a ex-ministra

Ana Fernandes, O Estado de S. Paulo

16 de setembro de 2014 | 11h52

Atualizado às 12h34 - São Paulo - A candidata à Presidência pelo PSB, Marina Silva,afirmou nesta terça-feira, 16, a empresários, em evento coordenado pela Endeavor, que tem sido criticada por "estar contra os partidos", mas que suas propostas fortalecem a política e as legendas. "Quem enfraquece os partidos é quem quer ter um pedaço do Estado pra chamar de seu", disse. 

Ela aproveitou ainda para reafirmar seu compromisso com uma reforma tributária logo no início de um eventual governo, mas apontou que não poderá fazer isso sem apoio do Congresso Nacional, a ser renovado pelos eleitores. "Quem vai fazer a reforma não vai ser o presidente da República", afirmou. 

O posicionamento da ex-ministra ocorre em meio as críticas que ela tem feito à política de alianças da presidente Dilma para atender interesses, sobretudo do PMDB, no Congresso, no intuito de formar uma grande base aliada. Com isso, sua campanha também tem sido alvo de questionamentos sobre sua capacidade de governar sem articular uma grandes base de apoio no Congresso.

Em seus discursos e em entrevistas a ex-ministra tem afirmado que vai governar "com os melhores" de cada sigla. O posicionamento, contudo, tem sido alvo de críticas de seus opositores que a acusam que querer acabar com as legendas.

A candidata também reafirmou seu compromisso de uma agenda para quatro anos de governo, com a promessa de não concorrer a uma eventual reeleição em 2018. Falou ainda sobre propostas de ampliar a matriz energética, com fontes renováveis, dentro da proposta do desenvolvimento sustentável.

'Marketing selvagem'. A candidata voltou a criticar as peças publicitárias da campanha de Dilma Rousseff contra ela. Para a ex-ministra a estratégia é um "marketing selvagem" contra o qual não é possível se defender."Pra isso (marketing selvagem) não existe argumentos, não tem como se defender", afirmou.

"Como que alguém que foi um milagre da educação vai acabar com o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), com o Pronatec, com o Prouni? Só se eu for 'exterminador do futuro'", disse, repetindo analogia com o personagem do cinema que havia feito na segunda.

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