Marco Maia avaliará denúncias amanhã

Cinco deputados estão sendo investigados por ligações com Cachoeira, chefe de esquema de exploração de jogos

ANDREA JUBÉ VIANNA / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2012 | 03h07

É esperado para amanhã o primeiro passo para a eventual perda de mandato de cinco deputados investigados no inquérito em andamento no Supremo Tribunal Federal por ligações com o contraventor Carlinhos Cachoeira.

Até agora, estão envolvidos com o chefe do esquema de exploração ilegal de jogos os deputados Carlos Alberto Leréia (PSDB), Jovair Arantes (PTB), Rubens Otoni (PT ) e Sandes Júnior (PP), todos de Goiás, além de Stepan Nercessian (PPS-RJ).

O presidente da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção, deputado Francisco Praciano (PT-AM), e o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), reúnem-se amanhã com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), para avaliar as denúncias contra os deputados.

"As águas sujas da cachoeira respingaram na Câmara", disse Chico Alencar. Integrante da frente, ele diz que, se houver indícios de quebra de decoro, é dever dos partidos apresentar representação contra os parlamentares no Conselho de Ética.

Ontem, o Estado mostrou que o deputado Carlos Alberto Leréia, aliado do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), recebeu R$ 100 mil de Cachoeira, além de ser sócio dele num terreno avaliado em R$ 800 mil em um condomínio de luxo. Assim como o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), o tucano usava um telefone da marca Nextel, cedido por Cachoeira e habilitado nos Estados Unidos, para dificultar grampos.

O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), pediu um tempo para que o tucano possa se explicar. "Não prejulgamos ninguém, mas desejamos esclarecimentos." Na mesma linha, o líder do PSDB, Bruno Araújo (PE), disse, por meio de sua assessoria, que não fará "qualquer juízo de valor neste momento".

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