Andre Dusek/Estadão
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Marco Maia afirma que mensalão prejudicou PT nas eleições

Para presidente da Câmara, partido perdeu em capitais onde não soube coordenar política de alianças

Eduardo Bresciani, de O Estado de S. Paulo

29 de outubro de 2012 | 17h05

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), afirmou que o julgamento do mensalão trouxe prejuízos a seu partido nas eleições municipais. Para ele, o PT poderia ter obtido um desempenho melhor se não houvesse coincidência de datas entre o julgamento no Supremo Tribunal Federal e o pleito.

"É óbvio que o mensalão, da forma como foi conduzido e o período do debate, trouxe prejuízos ao PT. Seria incoerente afirmar que o mensalão não atrapalhou, mas não teve a influência negativa que certos setores gostariam que tivesse", afirmou. "Talvez o PT crescesse mais se não tivesse acontecido o julgamento neste momento, mas não representou também muitas dificuldades, vide São Paulo", concluiu.

Para Maia, apesar da influência do julgamento, o que foi fundamental nas vitórias e derrotas do PT foi a construção política feita em cada cidade. "O PT perdeu a eleição em capitais onde não soube coordenar a política de alianças e está eleito onde fez uma política adequada".

Ele afirmou que o partido mantém um diálogo "franco e aberto" com o PSB e que o aliado continua na base de apoio à presidente Dilma Rousseff. Para ele, o fato de o PSB ter enfrentado o PT em diversas disputas é natural porque o aliado é uma legenda em crescimento. "Não há nenhuma crise. Essas disputas são naturais. O PT já fez isso há dez, doze anos lançando candidatos em todas as capitais".

Cassação de mandatos. O presidente da Câmara afirmou ainda que os deputados condenados no processo do mensalão continuarão exercendo seus mandatos. Pela Constituição, apenas quando o processo estiver "tramitado em julgado", ou seja, após a fase de recursos, é que a Câmara vai decidir se cassa os mandatos. Para Maia, essa fase dificilmente ocorrerá antes do segundo semestre de 2013. "Não é uma questão de vontade da Mesa ou do presidente. Está na legislação, e lei tem de ser cumprida".

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