Mantega confirma que ajuste do PIS/Cofins poderá ser depois da eleição

Ministro da Fazenda diz que unificação dos tributos poderá começar ainda em 2014 e que projeto poderá ser espaçado

Laís Alegretti, O Estado de S. Paulo

13 de outubro de 2014 | 18h44

Atualizada às 20h07

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira, 13, que a unificação do PIS e da Cofins pode ocorrer ainda neste ano. Segundo ele, entretanto, isso não será feito antes do segundo turno das eleições, no próximo dia 26. Mantega retornou ao Ministério da Fazenda, em Brasília, depois de viagem a São Paulo.

"Podemos fazer espaçado ao longo do tempo, não precisa ser imediato", disse Mantega após ser questionado se há espaço no Orçamento para a mudança. "O custo seria aproximadamente de R$ 15 bilhões, o que seria a permissão de aproveitamento de créditos de PIS e Cofins, que hoje não são aproveitados", afirmou. Espaçamento, segundo o ministro, significa não fazer de imediato, mas em dois anos, por exemplo.

"Não há nenhum pacote, nós estamos trabalhando no PIS e Cofins há algum tempo, de modo que PIS e Cofins vão vir reformados, porém não tem prazo para ficar pronto. Certamente não será nas duas semanas antes da eleição", disse. "Nós temos feito medidas microeconômicas e macroeconômicas no sentido de dar mais competitividade para a economia, mas isso será feito até o fim do ano", disse.

"Antes da eleição teremos apenas medidas econômicas de curto prazo, necessárias para andamento da economia", disse Mantega, acrescentando que, sobre PIS e Cofins, ainda faltam detalhes técnicos e discussão com os setores. "Estamos falando aqui de uma medida que faz parte da reforma tributária, juntamente com o ICMS. Existe a possibilidade de este ano nós conseguirmos fazer as duas coisas - o ICMS e o PIS e Cofins -, porém isso é depois da eleição", garantiu.

Neste domingo, 12, reportagem do Estado mostrou que o governo prepara uma última medida de estímulo à economia e que ela poderia ser anunciada antes do segundo turno das eleições, a depender de aval da presidente Dilma Rousseff e de Mantega. A medida está na gaveta desde o fim de 2012, pois a simplificação pode representar uma perda que varia de R$ 10 bilhões a R$ 30 bilhões.

A simplificação tributária é uma das principais medidas defendidas pelo candidato tucano Aécio Neves e tem sido citada de forma recorrente por Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central e que, se o PSDB volta à Presidência da República, será o próximo ministro da Fazenda. 

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