Ed Ferreira/AE
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Maluf faz palanque para Haddad na tribuna da Câmara

Deputado disse não ter nada contra o tucano José Serra e candidato derrotado do PRB, Celso Russomanno

Denise Madueño, da Agência Estado

16 de outubro de 2012 | 20h14

Depois de provocar polêmica na aliança com o PT na eleição de São Paulo, de causar críticas em hostes petistas e de ser escanteado nos comícios, o deputado Paulo Maluf fez da tribuna da Câmara o seu palanque pró-Fernando Haddad. No plenário, Maluf lembrou a controversa visita do ex-presidente Lula em busca de seu apoio, se vangloriou por suas vitórias eleitorais, "afinal de contas, tive meio milhão de votos no Estado de São Paulo", e criticou os que pediram seu apoio, mas que o condenam agora por estar ao lado do PT.

"Muitas vezes me entristece o fato de que alguns que recentemente foram a minha casa pedir o meu apoio e o do meu partido, hoje, parece-me que, num ressentimento desnecessário, criticam a minha postura por estar do lado do PT", discursou. "Apesar de o nosso partido ter sido assediado, tivemos o privilégio de receber duas vezes na minha casa a visita do candidato José Serra. Entretanto, o partido decidiu pela renovação", afirmou.

Maluf disse não ter nada contra Serra ou contra o candidato Celso Russomanno (PRB), que ficou em terceiro lugar na disputa, mas que apoia Haddad, porque o candidato tem mais trânsito com a presidente Dilma Rousseff para levar recursos para a cidade. "Quando Fernando Haddad tinha 3 pontos, o Partido Progressista resolveu apoiar sua candidatura, que agora está no segundo turno", lembrou o deputado.

"Quero dizer que, com 22 eleições, e aqui ninguém passou por 22 eleições, em que participei como candidato, ou apoiando outros candidatos, a candidatura já está vitoriosa, porque tem 12 pontos de vantagem sobre o segundo colocado", fez o prognóstico. "Eu, que fui prefeito duas vezes e governador do Estado de São Paulo, tenho a absoluta convicção de que a cidade de São Paulo estará bem entregue a uma liderança jovem, a um homem que quer fazer política com P maiúsculo, a um homem que quer fazer da vida pública a sua biografia", afirmou.

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