Maluf faz alusão a Jesus Cristo e diz que quer salvar São Paulo

Candidato do PP à Prefeitura disse estar com boas expectativas para o início do horário eleitoral gratuito na TV

Carolina Ruhman, da Agência Estado

18 de agosto de 2008 | 17h31

O candidato do PP à Prefeitura de São Paulo, Paulo Maluf , fez nesta segunda-feira, 19, uma alusão a Jesus Cristo, dizendo que "ele quis salvar o mundo e não deixaram" e sua vontade é "salvar a cidade de São Paulo". Após fazer campanha de rua no bairro da Saúde, na zona Sul, Maluf falava de sua biografia e foi questionado se os processos que envolvem o seu nome, em curso na Justiça, não o preocupavam. "Tenho 41 anos de vida pública sem nenhuma condenação. Tem gente que não gosta de mim, Cristo também quis salvar o mundo e não deixaram", disse, complementando: "Eu quero salvar São Paulo." Veja também: Perfil de Paulo Maluf   Guia do eleitor esclarece dúvidas sobre o pleito     Além da alusão a Jesus Cristo, Maluf disse que pretende deixar uma boa biografia. "O que um homem de 77 anos deseja, a não ser deixar uma biografia boa, de um homem que fez e realizou, como Fiorella La Guardia, em Nova Iorque, e o barão Haussmann, em Paris?", disse, referindo-se ao ex-prefeito de Nova Iorque e ao urbanista e ex-prefeito de Paris, respectivamente. "Eu quero deixar a biografia do melhor prefeito", acrescentou. Ao destacar que não se preocupa com os processos em curso, ele citou o episódio em que deu fuscas para a Seleção Brasileira de Futebol, na Copa do Mundo de 1970. "Dei um Fusquinha para Pelé, para Rivellino, Carlos Alberto, Tostão, até para o Leão. Fui eu o processado, e não quem recebeu. Demorou 36 anos e fui absolvido pelo Supremo (Tribunal Federal) com maioria absoluta." Maluf disse estar com boas expectativas para o início do horário eleitoral gratuito na TV, nesta quarta-feira. "A gente vai poder mostrar, de maneira ética, de maneira honesta, o que nós fizemos, como nós fizemos", declarou Maluf, destacando ter "muito orgulho de sua administração na Capital. E repetiu o bordão que vem utilizando em sucessivas campanhas eleitorais: "Você não anda em São Paulo um quilômetro sem uma obra do Maluf." O candidato do PP afirmou que não pretende polarizar "com ninguém" durante a campanha. E frisou: "Quem é melhor para São Paulo, um anestesista, uma psicóloga, ou um engenheiro?", referindo-se ao candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, e à candidata do PT, Marta Suplicy. Indagado sobre o fato de que o atual prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), também é engenheiro, Maluf citou que o adversário do PSOL, Ivan Valente, tem a mesma profissão e avaliou: "Acho que eles têm condições de administrar a cidade. Agora, eu tenho, e já mostrei." De acordo com a última pesquisa Ibope encomendada pela Rede Globo e o jornal O Estado de S. Paulo, divulgada na última sexta-feira (15), Maluf está em terceiro lugar nas intenções de voto, tecnicamente empatado com Kassab e atrás de Alckmin e Marta. O ex-prefeito visitou o comércio do bairro da Saúde, acompanhado de uma bateria de samba e de cabos eleitorais. Foi reconhecido na rua, tirou fotos com populares e ganhou abraços. Ele voltou a prometer a construção da Freeway, uma laje sobre os rios Pinheiros e Tietê para construir avenidas expressas, e a implementação do Plano de Atendimento à Saúde (PAS). Ele também disse que pretende colocar a Guarda Civil Metropolitana para "proteger o trabalhador", entre eles, os camelôs. "Eles se queixaram que são perseguidos pela polícia. Eu acho que camelô é trabalhador, se você não permitir que ele trabalhe ele vai para a informalidade ou até para o crime."

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