Maluf diz que é perseguido e explica 'Estupra, mas não mata'

Sobre denúncias de corrupção, candidato diz que 'quem tem que julgar é a Justiça e foi 'absolvido' de processos

Elizabeth Lopes, Anne Warth e Ana Luísa Westphalen,

04 de setembro de 2008 | 13h23

Ao falar de sua prisão pela Polícia Federal, o candidato do PP à Prefeitura da Capital, Paulo Maluf, listou uma série de personalidades que também foram presas, dentre elas Mahatma Gandhi, líder indiano. Questionado sobre a razão de sua prisão ter sido diferente da prisão de outras personalidades, já que a PF o deteve sob acusação de crime contra o sistema financeiro (evasão fiscal), corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, Maluf reiterou, na sabatina realizada pelo Grupo Estado, que foi perseguido por causa de suas obras, citando a construção da Rodovia Carvalho Pinto e o Aeroporto de Cumbica. O vídeo da sabatina pode ser visto na TV Estadão (clique aqui). Veja também:Especial: Perfil de Paulo Maluf Maluf acusa Marta de mentir e critica obra de Alckmin no Tietê Para Maluf, carro parado é o que causa poluição em São PauloApesar das críticas a Marta, Maluf elogia CEUs e bilhete únicoMaluf diz que constuirá mais Cingapuras e defende volta do PASVeja galeria de fotos da sabatina  Blog: confira as principais declarações de MalufVeja gráfico com a última pesquisa Ibope/Estado/TV GloboVereador digital: Conheça os candidatos à Câmara de SP As regras para as eleições municipais  Tire suas dúvidas sobre as eleições de outubro Indagado pelo repórter Fausto Macedo, do jornal O Estado de S.Paulo, a respeito de um pedido de prisão expedido contra si nos Estados Unidos, o candidato do PP reagiu fortemente, dizendo: "E mentira, é mentira, é mentira." Diante da sustentação do repórter de que o pedido de prisão nos Estados Unidos foi realmente expedido, o candidato do PP refutou: "O Brasil não é quintal americano."  Ainda sobre as denúncias de corrupção, Paulo Maluf disse que "nenhum processo foi justo porque fui absolvido em todos. Tenho 41 anos de vida pública e nunca fui condenado. Quem tem que julgar é a Justiça e quando ela viu os autos, eu fui inocentado", declarou. "Essa é a vida pública. Quando falaram que eu tinha uma filha fora do casamento, fizeram um escândalo, eu tive que ir até o hospital fazer exame de sangue e no fim não era minha filha. Era a primeira vez que um árabe teria uma filha loira", disse Maluf.  Questionado sobre sua famosa declaração "Estupra mas não mata", justificou que a frase foi dita num contexto, numa conferência em Belo Horizonte, onde dizia que o estupro era um crime hediondo, e que o estupro seguido de morte mereceria prisão perpétua. "Se tem alguém que adora defender as mulheres, é o Paulo Maluf", argumentou, declarando que vive com a mesma mulher há 53 anos, tem duas filhas e oito netas. Sobre o fato de aparecer muito pouco em seu programa eleitoral gratuito de televisão, justificou: "Tenho que mostrar dados", referindo-se à constante comparação que faz entre o orçamento usado por ele durante a administração municipal de 1992 a 1996 e pelos prefeitos que o sucederam. "Não costumo atacar ninguém, costumo contar fatos", defendeu.  'Injustiças'  Embora tenha reclamado dos processos contra si, o ex-prefeito disse que isso faz parte da vida pública e que o tempo corrige as injustiças. "Quantas (injustiças)não fizeram com Juscelino, com Getúlio", comparou. Em seguida, ironizou mais uma vez a ex-prefeita Marta Suplicy, que segundo ele, enfrenta oito processos, mais do que ele, que possui sete processos. "Isso até deixou a Marta muito brava", alfinetou. Maluf também declarou que a candidata do PT à Prefeitura, Marta Suplicy, perdeu a eleição municipal em 2004 para José Serra (PSDB) pois "a população achou que ela não foi a prefeita dos sonhos". De acordo com ele, o fato da adversária não ter investido no Metrô pesou na avaliação dos eleitores. Ao ser questionado sobre a degradação que o Minhocão levou aos bairros por onde passa, Maluf defendeu que as áreas já estavam degradadas há muito tempo e aproveitou para ironizar o candidato tucano Geraldo Alckmin (PSDB), que disse que, se eleito, irá se mudar para o centro de São Paulo. "Como vocês acreditam em Papai Noel, publiquem", ressaltou. "O Minhocão mão é só o Minhocão. Eu construí uma via expressa de ligação entre as zonas leste e oeste", defendeu. "Se você tirar a ligação leste-oeste, a cidade não anda. Eu garanto", concluiu.  Na série de sabatinas do Grupo Estado, Marta Suplicy (PT) foi a primeira. Geraldo Alckmin (PSDB) e o atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM), deram seqüência. Paulo Maluf (PP) foi o quarto. Em seguida, serão entrevistados Soninha Francine (PPS), na sexta, e Ivan Valente (PSOL), na segunda, dia 8. Todos respondem a perguntas e apresentam suas propostas para as principais áreas da cidade. Logo após a transmissão, os vídeos das sabatinas podem ser vistos no estadao.com.br.   

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