Maluf acusa Alckmin de estelionato eleitoral e Marta de mentir

"A eleição vai ser como uma Olimpíada, onde vai ganhar a medalha de ouro quem mentir mais"

Carolina Ruhman, da Agência Estado,

21 de agosto de 2008 | 12h33

O candidato do PP à Prefeitura de São Paulo, Paulo Maluf, aumentou o tom dos ataques contra seus adversários do PT, Marta Suplicy, e do PSDB, Geraldo Alckmin. "A eleição vai ser como uma Olimpíada, onde vai ganhar a medalha de ouro quem mentir mais."   Veja também: Você vai acompanhar o horário eleitoral para definir seu candidato ?  Veja a íntegra da última pesquisa  Multimídia: Perfil dos candidatos  Guia tira dúvidas do eleitor      "O Alckmin inclui em seu plano de governo o Covas, ele foi quatro anos governador, e não 12. É no mínimo um estelionato eleitoral, é 171", disse, referindo ao artigo do Código Penal que tipifica o crime de estelionato.   Maluf, que fez corpo a corpo no bairro de Lauzane Paulista, na zona Norte de São Paulo, afirma que Alckmin incluiu em seu programa obras que teriam sido realizadas pelo ex-governador Mário Covas, de quem foi vice. "O plano dele é que é 171 porque inclui o Covas", explicou.   Contra Marta, Maluf criticou a proposta de construir 47 quilômetros de metrô em quatro anos. "Não é função dela construir metrô. Ele pode ajudar com verba, mas dizer que vai construir 47 quilômetros é uma mentira muito grossa", e ironizou: "Ninguém vai construir 47 quilômetros de metrô nem com o tesouro americano".   O candidato também cobrou de Marta explicações mais detalhadas sobre sua proposta de construir 228 quilômetros de corredores de ônibus. "Ela tem a obrigação de mostrar onde construirá os 228 quilômetros de corredor".   Ele centrou os ataques em Marta e Alckmin, poupando o atual prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM).   Apesar das críticas, o candidato do PP não considerou suas declarações como ataques. "Eu não critico ninguém, estou contanto um fato." E justificou que seu alvo não são os candidatos, mas seus planos de governo.   Maluf também anunciou a proposta de incluir um programa de saúde odontológico no Plano de Atendimento à Saúde (PAS), caso seja eleito. "O PAS bucal vai fazer parte do PAS normal, que nós vamos instalar em toda a cidade de São Paulo", prometeu.   O candidato fez campanha acompanhado de uma bateria de escola de samba e chegou a arriscar passos de samba. Ele tomou café com leite em uma padaria e visitou o comércio local. Em uma loja de móveis, Maluf entabulou uma conversa com o proprietário em árabe. Kaleb Yassine, de 38 anos, nascido no Líbano, contou que Maluf lhe relatou a vinda de seu pai do país para o Brasil.

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