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Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2013 | 02h04

 

A entrevista do presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, na segunda-feira, admitindo ter omitido pagamento antecipado do Bolsa Família foi considerada um completo desastre pela presidente Dilma Rousseff e por outros setores do governo.

O mal-estar com a forma de condução da crise que envolveu o pagamento do benefício do principal programa social do governo se estende não apenas a Hereda, mas sobretudo ao vice-presidente de Habitação do banco, José Urbano.

Na semana passada, Urbano informara que a antecipação do pagamento só foi decidida após a divulgação dos boatos, para preservar a integridade física dos beneficiários que fossem em busca do seu benefício. A avaliação no Planalto é que faltou preparo ao comando do banco.

Integrantes do governo defendem uma punição, pelo episódio, mas assessores dão a entender que a tendência é manter o presidente da Caixa no cargo. O mesmo não se pode dizer do vice-presidente, em relação ao qual as cobranças são maiores: ele corre o risco de perder o posto.

Com a confiança da presidente e do ministro da Fazenda, Guido Mantega, Hereda estaria fazendo um bom trabalho - afinal, o banco vem apresentando bons resultados, em contraponto aos de outras instituições financeiras. No primeiro trimestre, a Caixa registrou lucro de R$ 1,3 bilhão e apresentou um crescimento de 12,5%. Valor bem superior, por exemplo, ao do Banco do Brasil - que teve alta de apenas 2,2% no período - e de bancos privados.

A Caixa segue sendo peça-chave na estratégia de política econômica para a retomada do crescimento econômico.

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