Mais um senador barrado pela Ficha Limpa toma posse

Depois de Cássio Cunha Lima, ontem foi a vez de João Capiberibe assumir uma vaga no Senado, beneficiado pelo STF

ROSA COSTA / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2011 | 03h05

Adversários de longa data, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), deu posse ontem ao senador João Capiberibe (PSB-AP), barrado pela Lei da Ficha Limpa, que reassumiu o mandato por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Capiberibe foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela compra de votos nas eleições de 2002, mas se candidatou e se elegeu novamente na eleição do ano passado. Foi o segundo candidato a senador mais votado do Amapá, com mais de 130 mil votos.

Sarney e Capiberibe se cumprimentaram formalmente. Em discurso na tribuna, o senador do PSB, que já foi governador do Amapá, lembrou sua trajetória na época da ditadura militar e o seu retorno à vida política.

Com relação ao presidente da Casa, José Sarney, o senador lhe propôs um pacto: o de deixarem de lado as "diferenças políticas" em troca de uma articulação em favor do Amapá. Capiberibe vai compor a bancada de seu Estado ao lado de Sarney e de Randolfe Rodrigues (PSOL).

Capiberibe é o segundo senador enquadrado pela Lei da Ficha Limpa nas eleições do ano passado a tomar posse por causa da decisão do Supremo, que vetou a vigência retroativa da lei. Na mesma situação, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) tomou posse há cerca de 10 dias no lugar de Wilson Santiago (PMDB-PB). Ainda falta o STF julgar o processo do ex-governador do Pará e ex-senador Jader Barbalho (PMDB).

Livre. O governador de Roraima, Anchieta Junior (PSDB), conseguiu se livrar ontem de uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Estado que havia cassado o seu mandato por suposto uso da máquina administrativa durante a campanha do ano passado. Por maioria de votos, os ministros do TSE atenderam a um pedido dos advogados do governador para que a decisão fosse anulada. O TRE cassou o mandato de Anchieta ao concluir que uma rádio oficial teria sido usada para fazer propaganda negativa do principal adversário político do governador.

Apesar de não ter sido cassado, Anchieta enfrenta outros processos que pedem a sua saída do governo. / COLABOROU MARIÂNGELA GALLUCCI

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