Mais rico na disputa, Doria prevê gastar metade do teto imposto pelo TSE

Para a disputa na capital paulista o teto ficou estabelecido em R$ 45,4 milhões no primeiro turno

Pedro Venceslau e Valmar Hupsel Filho, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2016 | 08h32

O empresário João Doria (PSDB) afirmou nesta quinta-feira, 21, que vai usar na campanha para a Prefeitura de São Paulo “menos da metade” do teto de gastos imposto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para a disputa na capital paulista o teto ficou estabelecido em R$ 45,4 milhões no primeiro turno e, em caso de segundo turno, os candidatos poderão gastar mais R$ 13,6 milhões.

De acordo com Doria, seu gasto aproximado com a campanha deverá corresponder à metade do que gastou o então candidato do PSDB, José Serra, hoje ministro das Relações Exteriores, quando concorreu à Prefeitura em 2012: R$ 22,4 milhões. O chanceler afirmou à Justiça Eleitoral ter gasto um total de R$ 44,9 milhões nos dois turnos em valores corrigidos pela inflação.

O teto estipulado pelo TSE para a campanha em São Paulo é próximo do que foi declarado pela campanha tucana há quatro anos. Se for para o segundo turno, entretanto, Doria poderá usar mais R$ 13,6 milhões.

“A campanha terá poucos recursos. Vamos gastar menos da metade do teto. O tempo de marqueteiros milionários acabou”, afirmou ontem o tucano durante ato político que oficializou o deputado Bruno Covas como seu candidato a vice-prefeito. Até o momento, a chapa “puro-sangue” tucana conta com o apoio de 11 partidos (PSDB, DEM, PV, PMB, PHS, PP, PSB, PPS, PRP, PTdoB e PTC).

Além do limite de gastos a serem usados na campanha e contratação de pessoal, as novas regras para as campanhas eleitorais impõem restrições também à forma de arrecadação dos candidatos. Estão proibidas, por exemplo, doações feitas por empresas. Para as eleições deste ano, estão permitidas pela Justiça Eleitoral doações apenas de pessoas físicas, ainda assim dentro do limite de 10% dos rendimentos declarados no Importo de Renda (IR) pelo doador.

Os candidatos, porém, podem doar mais para as próprias campanhas. Neste ponto, o tucano leva vantagem. Doria é o candidato mais rico entre os postulantes à Prefeitura de São Paulo, segundo levantamento feito pelo Estadão Dados, com patrimônio pessoal avaliado em mais de R$ 170 milhões, dez vezes mais que seus adversários juntos.

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