Mais de 10 acusados de boca-de-urna depõem em SE

Segundo a PF, ex-governador João Alves, que foi detido acusado de participar de carreata , já foi liberado

Antonio Carlos Garcia, especial para o Estado,

05 de outubro de 2008 | 18h26

Mais de dez pessoas prestaram depoimento à Polícia Federal (PF) em Sergipe acusados de boca-de-urna e distribuição de material de campanha em diversos pontos de Sergipe. A informação foi dada pelo superintendente da PF, Paulo Bezerra, afirmando logo depois elas foram liberadas, entre elas, o ex-governador João Alves Filho, acusado de participar de carreata no bairro Santos Dumont, na zona norte de Aracaju. Também foram liberados os dois candidatos à prefeito da Barra dos Coqueiros, na região metropolitana, Aírton Martins, PT, e Gilson dos Anjos, DEM. Veja também:Confira as imagens da votação pelo Brasil Cobertura completa das eleições 2008 Eu prometo: Veja as promessas de campanha dos candidatos  De acordo com o superintendente da PF, o ex-governador João Alves não foi preso, mas orientado por policiais a prestar depoimento. "Em tese houve crime eleitoral, mas só as diligências complementares vão nos levar a essa conclusão. Alguns carros se dispersaram com a chegada da polícia, por isso ainda estamos investigando se a quantidade de veículos que estava no local caracteriza uma carreata", explicou o Paulo Bezerra. Ele disse ainda que o ex-governador não passou mais de duas horas na sede da PF e quatro policiais militares foram ouvidos antes dele. Quando questionado se houve abuso de autoridade por parte dos policiais, Bezerra falou que isso é algo que deverá ser apurado pela Polícia Militar, caso haja uma representação no quartel contra eles. O inquérito da PF sobre o caso será encaminhado à Justiça Eleitoral na segunda-feira. Já os dois candidatos à prefeitura da Barra se apresentaram à Polícia Federal à pedido do Ministério Público Estadual, foram ouvidos por uma delegada da PF e liberados em seguida. Para o superintendente da PF, as eleições em Sergipe foram tranqüilas. Ele não revelou quantos policiais federais trabalharam nessa eleição por uma questão estratégica, já que muitos estavam infiltrados nos municípios. "Foi uma eleição tranqüila, com incidentes comuns que ocorrem em todo pleito. Vários materiais de campanha foram apreendidos. As infrações mais comuns foram boca de urna e propaganda eleitoral indevida", informou Paulo Bezerra.

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