Maduro e Trump parabenizam Bolsonaro por eleição

Maduro e Trump parabenizam Bolsonaro por eleição

Presidente venezuelano pede que dois países trabalhem de mãos dadas por mundo mais justo; Trump também telefona, segundo líder do PSL

Luiz Raatz e Beatriz Bulla, correspondente em Washington, O Estado de S.Paulo

28 Outubro 2018 | 21h59
Atualizado 29 Outubro 2018 | 15h31

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, parabenizou neste domingo, 28, o presidente eleito Jair Bolsonaro pela vitória no segundo turno das eleições.  Segundo o próprio Bolsonaro, em pronunciamento na internet,  o presidente americano, Donald Trump parabenizou-lhe pela vitória. 

"Acabei de receber a ligação de alguns líderes, entre eles o presidente dos Estados Unidos, que acabou de nos ligar desejando sorte", disse Bolsonaro. "Foi um contato amigável." No Twitter, o presidente eleito também manifestou o "desejo de aproximar ainda mais estas duas grandes nações e avançarmos no caminho da liberdade e prosperidade".

No final da noite, a Casa Branca confirmou o contato. Segundo a porta-voz de Trump, Sarah Sanders, os dois demonstraram forte interesse de trabalhar "lado a lado". "O presidente Trump ligou para o presidente eleito Bolsonaro nesta noite para parabenizar ele e o povo brasileiro pelas eleições de hoje. Os dois expressaram um forte compromisso de trabalhar lado a lado para melhorar as vidas dos povos dos Estados Unidos e do Brasil e, como líderes regionais, das Américas", afirmoua porta-voz.

Cumprimento venezuelano

Em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores da Venezuela, Maduro deu seus "sinceros parabéns" ao candidato do PSL e pediu que, uma vez no governo, ele retome relações diplomáticas de respeito, harmonia, progresso e bem estar entre os povos. 

 

"O povo e o governo venezuelano ratificam seu compromisso em continuar trabalhando de mãos dadas com o povo-irmão brasileiro por um mundo mais justo e multipolar", diz a nota, difundida pelo chanceler Jorge Arreaza em sua conta no Twitter. 

Em seu pronunciamento após a vitória eleitoral, Bolsonaro prometeu "libertar o Brasil e o Itamaraty das relações internacionais com viés ideológico a que foram submetidos nos últimos anos".

O embaixador Ruy Pereira foi expulso da Venezuela no fim do ano passado. Em meados deste ano, o governo anunciou que iria enviá-lo de volta, mas segundo Itamaraty, a embaixada ainda não tem um embaixador ativo. 

As relações entre os dois países, próximas nos governos do PT, se distanciaram na gestão de Michel Temer. Durante a campanha, essa proximidade foi explorada pela campanha de Bolsonaro. 


 

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