Lula pode definir aliança de PT com Fruet em Curitiba

Paulo Bernardo diz que ex-presidente se prepara para conversar com ex-opositor, candidato pelo PDT

EVANDRO FADEL / CURITIBA, / COLABOROU MARCELO PORTELA, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2012 | 03h07

O PT de Curitiba começou a decidir ontem se lança ou não candidato à Prefeitura. O partido se vê dividido entre a pré-candidatura de Gustavo Fruet, do PDT, e ter representante próprio na disputa. E, embora ainda fosse desconhecido até o início da noite de ontem quantos delegados cada uma das correntes terá (em votação marcada para os dias 27 e 28), o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que o ex-presidente Lula já se prepara para conversar com Fruet.

Quando foi deputado federal pelo PSDB, Fruet foi dos mais ferrenhos opositores ao governo petista - sobretudo na crise do "mensalão". "Hoje é nosso aliado e é absolutamente compreensível a situação, porque o PSDB não o quis candidato", justificou Bernardo. "Nossa questão com Fruet sempre foi política, também batíamos nele".

Ainda de acordo com Bernardo, o PT tem como missão se fortalecer no Estado, preparando-se para as eleições majoritárias de 2014. "Em Curitiba, nossa avaliação é a de que a melhor forma de reforçar o PT é ter uma aliança que seja capaz de ganhar as eleições", opinou.

A união das lideranças e dos militantes é a meta do PT de Curitiba após as eleições de ontem. Estavam habilitados para votar 2.701 filiados. A partir da divulgação dos votos, o partido terá 24 horas para indicar ao diretório nacional seus 300 delegados. Além de Bernardo, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, sua mulher, também defende a parceria com Fruet. Ambos votaram no Colégio Estadual João Bettega, no Bairro Portão.

Caso a tese de candidatura própria vença, dois nomes estão em pauta: o do deputado federal Dr. Rosinha e o do deputado estadual Tadeu Veneri.

Para Rosinha, caso o partido queira se preparar para 2014, não pode "terceirizar" a candidatura em Curitiba.

"O PT, individualmente, tem o maior tempo eleitoral e os melhores cabos eleitorais, que são o ex-presidente Lula, a presidenta Dilma e a ministra Gleisi. Não tem mais aquele medo de que o PT seja ruim para administrar", afirmou.

Rosinha garantiu que, desde a fundação do partido, sempre respeitou decisões da maioria e que agora não será diferente. Ou seja, caso o apoio a Fruet seja a vontade da maioria, ele deve acatar a decisão.

Decisão em Campinas. O economista e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, venceu as prévias do PT e será candidato à Prefeitura campineira. Indicado por Lula, ele superou o ex-vereador, ex-deputado estadual e ex-secretário Tiãozinho.

Racha em Minas. Parte do PT mineiro abandonará a campanha pela reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), que terá um petista como vice, mas contará com o PSDB na aliança.

Documento enviado pelo PSB ao PT confirmou que o PT indicará o vice de Lacerda, mas é evasivo sobre o pedido de coligação para a eleição proporcional e se omite sobre a coligação com os tucanos.

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