Lula pede votos a Rosário em propaganda na TV

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez hoje sua primeira participação na propaganda eleitoral gratuita de Porto Alegre (RS), quando pediu uma "reflexão" aos eleitores sobre "quem esteve junto ao governo federal nestes últimos anos" para que "a gente pudesse atingir esse momento excepcional que o Brasil está vivendo". Ao pedir votos para a candidata à prefeitura Maria do Rosário (PT), disse que ela esteve junto com o governo "até nos momentos mais difíceis".A campanha de Rosário torcia pela presença de Lula em Porto Alegre durante o segundo turno, o que foi defendido por ministros e líderes do PT, na expectativa de reverter a desvantagem da candidata. Rosário obteve 22,73% dos votos válidos no primeiro turno, ante 43,85% do adversário José Fogaça (PMDB). Entre os aliados de Fogaça, houve pressão sobre o Planalto no sentido contrário, ao lembrarem que os partidos associados à campanha (PMDB, PDT e PTB) integram a base do governo Lula.A propaganda de Rosário abriu com um tom mais emotivo, quando a candidata lembrou sua participação no retorno do menino Iruan Ergui Wu ao Brasil em 2004. Os pais do menino se separaram quando ele era bebê e a guarda ficou com a mãe, que morreu em 1998. Iruan então foi criado pela avó brasileira, mas em 2001 o pai o levou para conhecer sua família em Taiwan e também morreu, gerando uma disputa pela guarda.Fogaça falou de projetos para um eventual segundo mandato - ele concorre à reeleição -, reafirmando que "arrumou as contas" para permitir investimentos. Os dois reclamaram de ataques recíprocos na propaganda. "Não é atacando e desfazendo das obras dos outros que se faz uma cidade melhor", disse Fogaça. "O programa do candidato Fogaça não pára de fazer ataques às administrações do PT e da Frente Popular em seus programas", afirmou o locutor na propaganda de Rosário.Rosário voltou a criticar o projeto Portais da Cidade, pelo qual Fogaça prevê a instalação de três terminais de transferência de passageiros de ônibus em direção ao centro da cidade, afirmando que a experiência foi testada em 1983, mas "houve protestos" e "os terminais foram fechados", pois gerariam filas e atrasos. O peemedebista deu ênfase à maioria que terá na Câmara, caso seja reeleito, afirmando que "25 dos 36 vereadores eleitos" o apóiam.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.