Lula não comenta denúncia de revista

Lula não comenta denúncia de revista

'Eu não acho nada. Eu não leio a Veja', afirmou o ex-presidente

Carla Araújo , O Estado de S. Paulo

24 de outubro de 2014 | 14h07

São Paulo - O ex-presidente Luiz Inácio da Silva evitou comentar a denúncia da revista Veja de que ele sabia do esquema de cobrança de propina na Petrobrás. "O problema da Veja, fala a Veja. Eu não acho nada", disse, durante caminhada nesta sexta-feira, 24, no centro da capital paulista. Antes de deixar o evento, que mobilizou cerca de 3 mil pessoas, Lula reiterou: "Eu não leio a Veja".

Em edição lançada nesta sexta, a revista diz que o doleiro Alberto Youssef afirmou, em depoimento, que a presidente Dilma Rousseff e Lula tinham conhecimento do esquema de cobrança de propina na Petrobrás.

Outros petistas também desqualificaram a publicação. O prefeito de São Bernardo e coordenador de campanha de Dilma, Luiz Marinho, disse que a revista não representa nada e que não lê a publicação há três anos. "E vou continuar não lendo."

O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, também disse que não viu a reportagem. "Não vi, segunda eu vejo. Se alguém me mandar, porque eu não compro", disse.

O ex-ministro e candidato derrotado ao governo de São Paulo Alexandre Padilha chamou as denúncias de "absurdas". "É um absurdo. É a ultima tentativa de influir no resultado da eleição", disse.

Sem poder discursar, por conta da lei eleitoral, Lula falou rapidamente no microfone e disse: "não vamos aceitar provocação". "Nossa briga não é em defesa de uma causa, mas de um projeto", disse, pedindo empenho da militância até domingo. 

Lula percorreu a Praça do Patriarca até a Praça da Sé, com sons dos jingles de campanha. Ao chegar ao local, algumas pessoas tentaram se aproximar do ex-presidente com flores e cartas e houve tumulto. 

Acompanharam Lula o presidente estadual do partido, Emídio de Souza, o prefeito Fernando Haddad, o ex-ministro Padilha, a ministra Eleonora Menicucci, o senador Eduardo Suplicy, a vice-prefeita Nádia Campeão e alguns secretários do governo Haddad.

Além dos políticos, participaram do evento lideranças sindicais como o presidente da CUT, Vagner Freitas, e o secretario geral da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna.

Protestos. Alguns militantes fizeram um protesto contra o candidato Aécio Neves e associaram o PSDB com a crise hídrica vivida no Estado, governado há 20 anos pelos tucanos. Baldes foram pendurados com cartazes afirmando que eles são o programa social do PSDB. Há ainda alguns cartazes apócrifos colados em lixeiras e caixas de correio ofensivos ao candidato tucano. 

Um grupo de jovens que participou do ato cantava marchinhas contra o candidato tucano e exaltando de Dilma.

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