Lula não agrega mais nada para Marta, avalia cientista político

Para Marco Antonio Teixeira, situação da campanha da petista em São Paulo é 'extremamente delicada'

Elizabeth Lopes, da Agência Estado

09 de outubro de 2008 | 13h11

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy , inicia o segundo turno dessas eleições com um grande desafio, rever o planejamento de sua campanha a fim de obter os votos necessários do eleitorado de classe média, que continua apostando na reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM). "A classe média abandonou o PT em São Paulo".   A avaliação é de Marco Antonio Teixeira, da FGV e da PUC-SP, que acredita também que a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de Marta na Capital não deverá mudar o atual cenário.   "O presidente já agregou o que tinha de agregar e eu acredito que a presença dele não irá alterar a rota." O pesquisador da PUC e FGV diz que os votos de Alckmin e do candidato derrotado Paulo Maluf (PP) estão migrando "majoritariamente" para a campanha de Kassab. Por isso, ele classifica de "hercúleo" o trabalho que a campanha petista terá de fazer para tentar reverter o quadro.   Veja Também: GEOGRAFIA DO VOTO: confira o desempenho dos partidos em TODO o País  Confira o resultado eleitoral nas capitais do País As principais promessas dos candidatos Enquete: O resultado das eleições surpreendeu?     Para o cientista político, "a situação da campanha petista na Capital é extremamente delicada" e pode repetir, inclusive, o "fenômeno" ocorrido com Geraldo Alckmin (PSDB) em 2006, candidato derrotado à Presidência da República que obteve menos votos no segundo turno, em relação aos que teve no primeiro. "O efeito da pesquisa é terrível para os ânimos da campanha de Marta, que começa o segundo turno nocauteada e com um partido dividido. Daí a importância de se encontrar, rapidamente, um novo foco."  

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