Lula inicia hoje etapa mais dura da terapia contra câncer na laringe

Ex-presidente fará sessões diárias de radioterapia no hospital Sírio-Libanês; reações adversas são comuns nessa fase

DAIENE CARDOSO , AGENCIA ESTADO, O Estado de S.Paulo

04 de janeiro de 2012 | 03h06

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa hoje uma nova etapa na luta contra o câncer na laringe - agora com sessões de radioterapia. Diferentemente das sessões anteriores, de quimioterapia, quando permanecia internado na primeira noite de tratamento, Lula deve comparecer diariamente ao Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, por seis a sete semanas.

"A internação geralmente não é necessária, só em caso de complicação", explicou Luiz Paulo Kowalski, um dos médicos da equipe que trata o ex-presidente. A expectativa dos médicos é que Lula enfrente a radioterapia tão bem quanto tolerou os três ciclos de quimioterapia.

Os efeitos colaterais da radiação só devem aparecer na terceira ou quarta semana. "Nas primeiras semanas, os pacientes conseguem tocar normalmente as atividades", explicou Kowalski.

Durante as sessões, o paciente permanece deitado por 10 a 12 minutos no aparelho de radioterapia, com a cabeça imobilizada. No caso de Lula, a radiação deve abranger, além da laringe, os gânglios próximos.

Reações. As reações mais comuns à radioterapia são mucosite (inflamação na mucosa oral), vermelhidão, escamação e inchaço na região tratada. Devido às pequenas ulcerações que podem surgir, o paciente sente dores e dificuldade para ingerir alimentos. Por isso, alguns pacientes passam a ser alimentados por sonda. No longo prazo, a pessoa perde peso e apetite.

Na fase de quimioterapia, Lula teve mucosite, queda de cabelo e fadiga. Para controlar os efeitos da radioterapia na boca e na garganta, o ex-presidente será também assistido por dentistas e uma nutricionista será destacada para garantir uma dieta compatível com o tratamento.

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