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Lula exalta Haddad, que critica adversários

Ao estrear num ato público oficial da campanha, ex-presidente prefere elogiar candidato; petista ataca FHC, Serra e Russomanno

FELIPE FRAZÃO , BRUNO LUPION, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2012 | 03h09

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ontem sua primeira aparição em ato público da campanha do ex-ministro da Educação Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Ele falou a sindicalistas na quadra dos bancários, no centro da capital, e voltou a comparar a escolha de Haddad à opção por Dilma para concorrer à Presidência em 2010.

Lula dedicou-se a enumerar os feitos de Haddad à frente do ministério e deixou a tarefa de criticar diretamente os adversários para o próprio candidato. Ele falou ao microfone por quase 30 minutos, apesar de ter dito que precisava se poupar.

Padrinho político do candidato, Lula defendeu a ideia de se escalar um candidato que jamais disputou uma eleição. "Achava que precisávamos de uma candidatura nova em São Paulo. Alguém que tivesse compromisso com o social. Estamos cansados de ver pessoas durante a campanha tratar o pobre como se fosse rei e depois das eleições tratar o pobre como se fosse bandido aqui nessa cidade", afirmou.

O ex-presidente lembrou que muitos correligionários o questionaram sobre as candidaturas de Dilma e Haddad, e que teve de convencer um a um de sua aposta. "Muita gente me perguntava: Lula, você está louco?", prosseguiu Lula.

Ele também disse que Haddad foi o responsável por colocar os pobres no ensino superior, o que, segundo afirmou, era uma angústia pessoal sua. Na gestão de Haddad, o Ministério da Educação lançou o ProUni. "Eu tinha uma inquietação, uma angústia de colocar o pobre na universidade. Não tenho mais a angústia. É chato, um filho de um pobre saber que ele está predestinado a não estuda", continuou ele em seu discurso.

O ex-presidente disse que pensava em como "dar um jeito para um moleque da periferia ser engenheiro, médico, jornalista, advogado". E foi "com essa angustia" que ele diz ter pedido "a esse companheiro" que "colocasse o pobre na universidade". E acrescentou: "Ele me veio com a proposta do ProUni. Achei genial".

Novos eventos. No programa do ex-presidente há mais dois eventos ainda esta semana. No sábado, vai a um comício no Capão Redondo, ás 17h, e no Grajaú às 19h, ambos na zona sul.

"Não vou poder me esgoelar como me esgoelava no passado", comentou, sobre sua saúde. "Toda hora tenho que dar uma bicadinha na água, porque a garganta não tá boa. Quando eu era dirigente sindical dava bicadinha em outra coisa", disse Lula, referindo-se ao câncer na garganta, problema que até hoje o obriga a manter um tratamento de recuperação.

Mais incisivo, Haddad criticou em seus discursos o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o candidato tucano José Serra, e Celso Russomanno, do PRB. O petista afirmou que Fernando Henrique foi o presidente com "mais títulos e diplomas da história", mas que teria "reduzido o porcentual do orçamento destinado obrigatoriamente à educação". Mas Lula, prosseguiu ele, "decidiu repor para a educação tudo o que seu antecessor havia retirado. Foi um gesto simbólico, um operário devolver o que um catedrático retirou da educação".

O petista lembrou a renúncia de Serra ao mandato na Prefeitura e disse que ele "deixou tudo o que prometeu de lado em busca de uma ambição individual". Em relação a Russomanno, também candidato da base do governo Dilma, fez um alerta: "São Paulo não pode cair numa ilusão que não vai levar para mudança. A mudança é a minha coligação."

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