Lula e Dilma vão se dividir na reta final da campanha

A ideia é que eles estejam em vários pontos do País, ajudando os candidatos que disputam os governos estaduais

Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo

21 de outubro de 2014 | 20h42

A melhoria do cenário eleitoral e os resultados positivos apontados nos últimos dias pelas pesquisas de intenção de voto fizeram com que o comando da campanha do PT decidisse que candidata à reeleição Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não precisam estar novamente nos mesmos palanques nesta quarta-feira. A ideia é que eles se dividam e reforcem as agendas em vários pontos do País, e ajudando, ao mesmo tempo, os candidatos que disputam os governos estaduais no segundo turno.

A presidente Dilma, então, resolveu incluir uma visita a Uberaba, no Triângulo Mineiro, amanhã de manhã, cidade onde seus pais se casaram. Lula, por sua vez, irá a Porto Alegre, participar de uma caminhada pela reeleição de Dilma e do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, que está em grande desvantagem nas pesquisas. No caso de Dilma, o Ibope aponta que ela está dois pontos atrás de Aécio no Estado. Dilma escolheu também Porto Alegre, onde vota, para fazer o último ato de campanha no sábado.

Ainda dentro desta estratégia de divisão de forças, nesta quarta-feira Lula vai dar uma "mãozinha" ao petista Delcídio Amaral, no Mato Grosso do Sul, que está numericamente atrás do seu adversário, o tucano Reinaldo Azambuja. A viagem ajudará também a presidente, já que Aécio Neves venceu no Estado com 42% dos votos, no primeiro turno, contra 38% de Dilma. Os petistas estão em busca dos 19% obtidos por Marina. Depois de Uberaba, Dilma irá cumprir dois compromissos no Rio, para tentar assegurar a vantagem que obteve no Estado nos últimos dias. Ela poderá retornar também a São Paulo antes do encerramento da campanha.

A visita a Pernambuco nesta terça-feira foi considerada "um sucesso" pelos petistas que querem evitar que Aécio consiga ultrapassar os quase 40% dos votos do Estado que conseguiu com a movimentação da família do ex-governador Eduardo Campos e de Marina Silva. Pernambuco foi o único Estado onde Dilma perdeu no primeiro turno. Nos demais Estados do Nordeste, a campanha está comemorando os números alcançados, informando que Aécio não alcançará mais do que 25% dos votos em cada um deles. No Ceará, a presidente espera obter a maior votação do Nordeste, o que ampliaria o cacife do governador Cid Gomes para um segundo mandato de Dilma, que deixará o cargo em dezembro. 

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