Lula e Alckmin negociam alianças em Campinas

PSDB, que tem a vice na chapa encabeça pelo PSB, saiu na frente e já tem apoio do PTB; PT espera que PMDB siga decisão da capital e apoie petista

RICARDO BRANDT / CAMPINAS, O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2012 | 03h08

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assumiram pessoalmente as negociações com PMDB, PDT e PTB por alianças para a disputa do segundo turno em Campinas (SP), entre os candidatos Marcio Pochmann (PT) e Jonas Donizette (PSB). Com isso, o quadro deve seguir o mesmo caminho das composições na capital entre os candidatos do PT e do PSDB.

O PTB oficializou na quinta-feira a aliança com Donizette, após reunião, em São Paulo, entre Alckmin e o deputado estadual Campos Machado, presidente do diretório paulista da sigla. O governador assumiu as conversas para ampliar a base de sustentação do PSB em Campinas, que tem o PSDB na vice. O acordo com o PTB em Campinas fez parte das negociações para a aliança em São Paulo, com o candidato José Serra.

"Esse é um apoio muito importante, os candidatos a vereador do PTB tiveram 33 mil votos e é o partido com maior número de filiados na cidade", afirmou o candidato do PSB.

Indefinição. O PMDB - principal aliado para os dois adversários nesse segundo turno - só vai anunciar apoio na cidade no início da próxima semana, afirmou o presidente municipal do partido, vereador Dário Saadi. Ele e o presidente estadual do partido, deputado Baleia Rossi, se reuniram com o presidente estadual do PT, Edinho Silva, na quarta-feira, em São Paulo, para tratar da disputa na cidade.

O partido deve seguir o mesmo caminho do PMDB na capital, que oficializou apoio ao candidato petista Fernando Haddad. Os acordos em relação a capital, Campinas e outras cidades onde haverá segundo turno foram discutidos um dia antes, por Lula e pela presidente Dilma Rousseff. As conversas de aproximação entre PT e o PMDB foram mantidas com o presidente nacional do partido, o vice-presidente da República, Michel Temer.

O atual prefeito e candidato derrotado, Pedro Serafim (PDT), esteve na quarta-feira, ao lado do presidente nacional do partido, Carlos Lupi, reunido com Lula e depois com Alckmin. Ex-ministro do Trabalho no governo Dilma, Luppi afirmou que os acordos envolvendo outras cidades, como na capital paulista, onde o partido apoiou o candidato tucano José Serra, não influenciarão na decisão em Campinas.

"A composição em Campinas vai depender de uma definição com o prefeito Pedro Serafim, que foi bem votado e deve trabalhar para manter uma harmonia com sua coligação", disse Lupi. O prefeito conversou pessoalmente nesses encontros com Lula e com Alckmin e até o fim da tarde de quinta-feira não havia anunciado sua decisão.

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