Lula candidato em 2014 é 'papo furado', afirma Marinho

O prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), disse na noite de ontem que uma eventual candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência em 2014 "não está colocada" no partido. Questionado sobre as especulações de que Lula estaria se movimentando para voltar a disputar uma eleição presidencial já no ano que vem, ele foi enfático: "Isso não é nem especulação. Isso é papo furado de quem não tem o que fazer", afirmou o prefeito, antes de assistir ao lado do ex-presidente à partida de abertura do Campeonato Paulista, entre São Bernardo e Santos, na cidade do ABC paulista.

NIZA SOUZA, O Estado de S.Paulo

20 de janeiro de 2013 | 02h01

Ao ser perguntado sobre uma possível candidatura em 2014, Lula desconversou. "Não discuto política agora. Hoje só quero falar de futebol."

Marinho afirmou que o PT está focado na reeleição da presidente Dilma Rousseff. "Estamos trabalhando no processo de alianças com aliados para ter uma chapa forte para reeleger a presidente Dilma."

O prefeito petista se tornou um dos políticos mais próximos do ex-presidente, que mora e iniciou sua trajetória política em São Bernardo. Lula já disse publicamente que defende o direito de Dilma se candidatar à reeleição em 2014.

Ontem, o ex-presidente, que é corintiano, fez questão de assistir à estreia do time de sua cidade, que no ano passado subiu para a primeira divisão do campeonato estadual. A partida foi realizada no estádio Primeiro de Maio, onde Lula comandou greves na época de sindicalista.

Ao lado também da mulher, Marisa Letícia, do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, e do presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marco Polo del Nero, o ex-presidente assistiu à derrota do São Bernardo - que perdeu por 3 a 1. Antes da partida, porém, o Lula chegou a citar a política para manifestar confiança numa "zebra". "Não é fácil enfrentar o time do Santos, mas eu acho que o São Bernardo tem garra, tem motivação. No futebol e na política nada é impossível."

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